LIBERDADE & INDEPENDÊNCIA

Assistentes oficiais da justiça no Niassa queixam-se do mau ambiente de trabalho.

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Por: António João

Assistentes oficiais do sector da justiça da província do Niassa, norte do pais , queixam-se de mau ambiente de trabalho protagonizado por alguns magistrados afetos em alguns sectores daquele organismo.

Trata-se de casos relacionados a maus tratos, humilhações, e inferiorização dos novos ingressos no sector da justiça, entre outras irregularidades que põem em causa a dignidade humana e azedam cada vez mais a relação laboral entre o magistrado da justiça e os funcionários públicos daquele sector.

A queixa foi apresentada na última sexta-feira em Lichinga durante o enceramento da cerimónia de capacitação de 75 assistentes de oficiais de justiça em matéria de atos processuais, ética e deontologia profissional oriundos dos distritos do Lago, Ngauma, Mavago Chimbunila, Muembe, Sanga e Lichinga.

Durante a apresentação da mensagem, este grupo dos profissionais quebraram o silêncio noturnos de alguns comportamentos desumano que são praticados pelos magistrados da função pública manchando a conduta e integridade dos profissionais da justiça bem como contribuindo negativamente para o bem servir ao cidadão “Para produtividade eficácia e eficiência de trabalho que exige ao servidor publico deve ser reciproco, no que concerne a criação de bom ambiente de trabalho em que juízes e oficiais de justiça tenham respeito pelo inferior tendo em conta que o sucesso do magistrado depende do cartório, como por exemplo elogios, evitar-se humilhações na sala de audiência por parte dos juízes, ameaças dos processos disciplinar, má classificação anual contra funcionário, para tal não devemos nos reparar com situações de cartório em que os mais antigos não deixam os mais novos a vontade ate dizem que não podem inovar nada porque são antigos e vem procedendo de igual forma que não aceitam correção” reiteram aqueles profissionais.

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Apesar das reclamações de maus tratos por parte de alguns superiores, aqueles profissionais da justiça enalteceram a iniciativa do tribunal provincial na reciclagem da família da justiça e comprometeram a continuar a trabalhar de forma eficaz e eficiente no sentido de garantir o cumprimento das suas responsabilidades sociais no atendimento ao cidadão e contribuir o desenvolvimento da província assim como o Pais em geral “reiteramos ainda, que os conhecimentos aqui aprendidos serão de forma integra aplicar para melhor dignificar e transmitir confiança aos utentes do serviços públicos onde prestamos actividades” Garantiu a fonte.

Por seu turno o porta-voz do tribunal judicial da província de Niassa Hélder Rodrigues reagindo com as reclamações afirmou categoricamente que as queixas apresentadas por aqueles profissionais de assistentes oficiais da justiça são legitimas tendo avançado que esta situação aconteceu com os magistrados anteriores que tinham má perceção daquilo que são os princípios éticos dos magistrados e neste momento a situação foi ultrapassado uma vez que já foram transferidos e não se encontram na província de Niassa “Na parte de mau relacionamento isso existiu, espero que esta situação já passou porque foi uma coisa anterior porque os magistrados envolvidos no acto já foram transferidos, havia um bocadinho a má percepção da ética e deontologia profissional dentro dos sector da justiça” referiu a fonte.

Num outro desenvolvimento Rodrigues o porta-voz do tribunal judicial da província de Niassa fez saber que essas formações estão plasmadas nos objetivos do plano estratégico dos tribunais, e prevê-se que haja mais formações no próximo ano por forma a melhorar o desempenho dos funcionários na resolução de problemas dos cidadãos, “com esta formação esperamos a melhoria em termo daquilo que é o funcionamento do sector e não só melhor a prestação de serviços ao cidadão porque muito deles são novos em que alguns nunca teve uma formação de deontologia e ética profissional e sempre vai continuar porque é um desafio e objetivos do plano estratégico do sector da justiça” salientou Rodrigues.

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Refira-se que este ciclo de formação iniciou nos distritos de Cumaba e Marrupa ainda no presente ano.

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