Desmaios misteriosos na Cidade de Lichinga

Desmaios misteriosos na Cidade de Lichinga

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Pelo menos 23 alunas da escola secundária geral de Amizade no município de Lichinga província de Niassa, desmaiaram em circunstâncias estranhas na última sexta-feira (20) do presente ano.

Trata-se de um fenómeno que vêm se arrastando desde a muito, no ano passado foram realizadas diversas reuniões junto com todas as lideranças religiosas e comunitárias com intuito de estancar o problema.

O cenário de desmaio colectivo afectou igualmente a escola secundária de Mandimba onde recentemente desmaiaram 20 alunos no período de aulas, facto que preocupa os alunos bem como pais e encarregados de educação.

Até na manhã desta segunda-feira, este fenómeno continuou a registar-se na escola secundária de Muchenga arredores da cidade de Lichinga onde 5 alunos incluindo rapazes sofreram de desmaios e tendo sido evacuados para o hospital provincial de Niassa.

O Director da escola secundária Geral de Amizade no município de Lichinga Ferraz Bento disse que para este ano o fenómeno de delírio das raparigas começou no mês de Março onde os alunos com frequência desmaiam no recinto escolar ou quando vão as suas residências.

Bento explicou que as interpretações tradicionais deste problema presume tratar-se de reivindicação dos espíritos nativos pelo facto de incumprimento de algumas regras tradicionais, e a situação deve ser analisada em duas vertentes científica e tradicional “os líderes comunitárias e o governo provincial devem se juntar para fazer um estudo completo em duas vertentes “científico e tradicional” para averiguar o que está a acontecer realmente no recinto escolar com as meninas” disse Ferraz Bento.

O nosso interlocutor avançou que estas manifestações têm contribuído negativamente para o aproveitamento pedagógico assim como o decurso das aulas normais naquele estabelecimento de ensino. “Estamos no período de preparação de últimas avaliações e isso nos preocupa muito com a perturbação dos nossos alunos, sempre que se realizam cerimónias tradicionais estas manifestações reduzem em algum momento a situação” disse o nosso interlocutor.

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Na ocasião Mariana Augusto e Joana de Abreu algumas meninas entrevistadas pela nossa reportagem dizem estarem preocupados com o fenómeno e exigem a explicação das autoridades competentes “nós também não sabemos dizer, só vimos as nossas colegas até os rapazes a caírem em pleno período de aulas, até outras andar a saltar a qualquer maneira, gostaríamos de saber porque a situação não esta bem, não é normal alunos ficarem a cair de qualquer maneira, assim estamos a perder aulas esta semana de preparação de provas finais” lamentou Mariana Augusto

O médico chefe da direcção provincial de Saúde no Niassa Ramos Mboane confirmou o internamento de doze raparigas que acorreram ao hospital provincial de Lichinga a fim de receber tratamento médico face aos desmaios.

Disse por outro lado que é difícil avançar as reais causas pelo facto das raparigas algumas estarem no processo de transição entre adolescência e a puberdade, mas deixa o seguinte apelo, “Devido a manifestações hormonais isso acontece sobretudo em raparigas, mais é necessário que os pais encarregados de educação e as direcções das escolas estejam atentas” apelou a fonte.

Entretanto o Director Provincial da Educação e Desenvolvimento Humano de Niassa Faustino Amimo lamentou o facto e salientou que este problema merece um estudo aprofundado com líderes comunitárias, associação de Médicos tradicionais e técnicos de saúde no sentido de buscar as reais caucas que levam aos estudantes a desmaiarem “este fenómeno deve envolver vários segmentos sociais, estamos a falar o sector de saúde, liderança comunitária, religiosas de modo a trazermos aqui as verdadeiras causas que estão por de traz desde problema de desmaio” disse Amimo e tranquilizou, os alunos e os pais e encarregados de educação, garantido que as autoridades governamentais estão a trabalhar junto com a direções de saúde e educação para aferir as causas dos desmaios. “Queremos apelar os alunos para continuarem a ir a escolar, vamos trabalhar para resolver o problema” garantiu a fonte.

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