LIBERDADE & INDEPENDÊNCIA

Benone mateus

A pátria de resilientes e heróis!

em OPINIÃO por

Moçambique nossa pátria amada, franja do continente africano, que no pretérito foi considerada colónia Portuguesa. Porém, o nosso país prestava contas a Portugal. Contudo, os moçambicanos vendo-se oprimidos e rejeitados em todas rotinas da vida optaram em mudar o cenário em que se apresentava.

Com isso, coube ao movimento da Frente de libertação de Moçambique (FRELIMO), guiado por alguns homens de coragem a título de exemplo Eduardo Chivambo Mondlane, Urias Simango, Gwenjere, Lázaro Cavandame, Joaquim Chissano, entre outros, que começa a incutir nos moçambicanos a ideia de libertar o homem da angústia que este País e seu povo estava sujeito. Para livrar-se desta sufocação optou-se no diálogo que por outro lado redundou no fracasso. Entretanto, preferiu-se na guerra de modo a expulsar o opressor nesta pérola do indico. Esta guerra custou muito sangue e dizimou muitas almas humanas comprometidas com a libertação e emancipação do seu país.

Durante a guerra, viu-se o combatente junto do seu povo na incerteza com a morte de Eduardo Mondlane. Com o desaparecimento físico deste homem muitos moçambicanos viam cada vez mais a liberdade ou a sua autonomia cada vez mais incerta e difícil por simples facto deste ser um dos indivíduos que encorajará na sua população a lutar de modo que a sua nação viesse a sentir o sabor da liberdade.

No momento que se considerava a batalha estar perdida se enganaram porque aparecia um homem cheio de coragem e com sede da liberdade para com o seu Território, sucessivamente do seu povo, que continuo por um lado, com os ideais de Mondlane e este homem era Samora Moisés Machel;

Com a concretização desta vitória, viria este país a se organizar no que toca ao aspecto político socioeconómico entre outros assuntos referentes ao bom rumo do país. Com isso, a educação e a saúde foi um dos pilares fundamentais. É a partir desta maneira que o governo instituiu a educação sem distinção de raça, língua, religião e posição social; educando assim o homem moçambicano de modo que seja dinâmico ou por outro lado a ser um povo uno e indivisível todavia mostrando que não haja tribalismo e regionalismo.

A preocupação após a independência, foi adoptar ou devolver a autoridade aos moçambicanos. Construindo um estado, sem divisão étnica, e concretizar um estado socialista. Portanto, instaurou-se aldeias comunais, para facilitar a produção colectiva. Num outro desenvolvimento encontramos que a herança do colonialismo foi tão pesada no que toca a saúde e educação, onde a maioria dos profissionais se encontravam em Lourenço Marques então Maputo e no domínio de ensino a taxa de analfabetismo foi tão elevada e contáveis foram os estudantes que frequentavam o ensino superior.

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Vivendo num momento sorridente assistia-se o desabrochar da guerra civil, isto é, em 1977, onde a Resistência Nacional de Moçambique, como forma de pressionar e revindicar ao multipartidarismo, comummente ao sistema capitalista. Este conflito, tinha como alvo, os bens económicos. Portanto, destruindo os proveitos públicos que havia sido conseguido de muito sacrifício como hospitais, escolas, estradas. Logo a população foi barbaramente maltratada e morta. Todavia, esta guerra veio a ter o seu fim oficialmente a 4 de Outubro de 1992, conhecida assim como o acordo geral de paz.

Hoje é visível o progresso que Moçambique esta a atingir, buscando melhores caminhos para a concretização dos seus ideais revendo o que fez e aquilo que pode fazer, para não perder a sua identidade e validade africana, promovendo a abertura de ideias e opiniões na busca de soluções para a realização do progresso, como a educação, saúde entre outros pontos rumo ao desenvolvimento. Infelizmente, não digo o mesmo, no que toca a liberdade de expressão, vemos dia-a-dia “as que pensam diferente” sendo sacrificados e o governo ainda impune.

Por outro lado, no âmbito económico ainda continuamos dependentes do ocidente, que “drollement” muitos deles fecharam-nos as portas pelo modo como alguns dirigentes tem mal gerido os fundos e quem sofre é o povo humilde desta pérola do indico que conseguia sobreviver com o pouco que teve, mas hoje, o cenário é diferente, resultando do maior rombo financeiro que Moçambique já viveu até então. Que vezes sem conta tem sacrificado o bolso da nação Moçambicana. Outrossim, vale dizer que, a justiça, ainda está a quem do desejar “ainda há indivíduos intocáveis”, assim sendo, pode se dizer que, a nossa justiça é deficitária.

Contudo, diz o ditado, “a união faz a força”. Aliás, a unidade nacional, é sem dúvida uma forma encontrada desde o tempo passado que este país se deparava na angústia. Com isso, para SE libertar, optaram que existisse união dos moçambicanos de modo a vencer o seu inimigo. De lá para cá, o governo tem tentado solidificar em volta do seu povo a unidade destes de maneira a contribuir no desenvolvimento da nação.

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Pese embora alguns moçambicanos nos nossos dias têm difundido vozes não abonadores incitando a violência e separatismo que por outro lado, atentam com esta junção consequentemente colocando o nosso país desestabilizado e a paz no seio dos moçambicanos ameaçada.

É responsabilidade de cada moçambicano preservar a unidade desta nação de modo a solidificar a paz e fazer valer o quanto custou a nossa independência, porém que não se repita o mesmo erro que se cometeu no passado onde irmãos lutaram pela ganância do poder colocando assim o nosso país retardado em várias direcções da sociedade e mais, no que toca ao desenvolvimento económico e de infra-estrutura. Para continuarmos a sonhar e a realizar os nossos sonhos no que toca ao desenvolvimento do nosso belo Moçambique temos de nos unirmos de modo que possamos vencer à pobreza, crise económica, que consideramos ser o nosso maior inimigo.

Um abraço a todos resilientes feitos de heróis.

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