LIBERDADE & INDEPENDÊNCIA

Mozabanco

Arise Fund quer que Moza continue detido maioritariamente por moçambicanos

em DESTAQUES/ECONOMIA E NEGÓCIOS/SOCIEDADE por

O Fundo de Investimento Holandês e Norueguês para Serviços Nacionais em África, Arise Fund, que passa a membro do corpo dos accionistas do Moza Banco, não vê nenhum problema que este banco permaneça de capitais maioritariamente moçambicanos.

Entretanto, sendo um accionista relevante na actual estrutura do Moza Banco, considera importante ter um assento permanente no Conselho de Administração do Moza Banco

Fundado em 2008, por um consórcio de investidores locais, através da empresa de investimentos “Moçambique Capitais”, o Moza Banco continua a ser o único banco em Moçambique onde a maioria das acções são de propriedade local, depois que o fundo de pensão do banco central, a Kuhanha, ter resgatado o Moza da iminente insolvência, em 2016.

A Moçambique Capitais, liderado pelo ex-governador do banco central, Prakash Ratilal, tentou comprar o banco de volta com a ajuda da Arise, mas o Presidente do Conselho Executivo da Arise, Deepak Malik, entende que a tentativa não ultrapassou o estágio de “discussões exploratórias” e nenhuma proposta foi feita.

A Kuhanha venceu, portanto, a concorrência de grupos bancários de propriedade estrangeira, incluindo o Barclays África e Societé Generale, resultado o que o Presidente do Conselho de Administração do Moza, João Figueiredo, chamou, na altura, de “uma solução moçambicana”.

Para o Presidente do Conselho Executivo da Arise, a sua instituição está convencida que a questão dos conflitos de interesse na atribuição do Moza Banco a Kuhanha “foi bem tratada pelas autoridades na sequência de consultas internas e externas adequadas levadas a cabo com as partes interessadas e  relevantes no processo”.

Investimentos comuns

A Arise foi lançada em Fevereiro de 2017, tendo sido formado pelo fundo norueguês de investimento no desenvolvimento Norfund, o banco holandês Rabobank e a instituição holandesa FMO de financiamento ao desenvolvimento.

Leia:  MFW no Festival We Love Summer

Os três fundadores reuniram os seus investimentos em serviços nacionais no fundo, incluindo dois em Moçambique: o Banco Terra Moçambique, de propriedade maioritária do Rabobank, e o credor de microfinanças moçambicano Socremo, no qual o Norfund teve uma participação de 35,63%.

De acordo com a Arise, o fundo é parceiro de “provedores de serviços nacionais sustentáveis de origem local na África Subsaariana, que estão à procura de maneiras de manter a sua independência, mas precisam de experiência nacional e capital a longo prazo para prosperar”.

O Presidente do Conselho Executivo da Arise aponta que a sua instituição procura investimentos onde pode ter influência minoritária significativa para impulsionar a sua prosperidade local e o seu mandato de inclusão nacional. “O Moza, actualmente, apresenta uma boa oportunidade para que a Arise realize esses objectivos”.

Refira-se que os detalhes exactos do acordo entre o Moza e a Arise Fund, incluindo o tamanho da participação do último, ainda não foram divulgados. Como se sabe, neste momento, as partes estão no estágio preliminar da transação e a estrutura final ainda não foi determinada.

Deixe a sua opinião

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Translate »
Ir para topo
WhatsApp chat