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Foto: Jornal Domingo

Árbitros, não manchem a festa do Moçambola

em DESPORTO/DESTAQUES/OPINIÃO por

Por: Benone Mateus

Durante o final de semana, rolou a segunda jornada do Moçambola Zap, edição 2018, onde vemos a realidade e os talentos do nosso futebol, onde os adeptos dão tudo ou nada para ver seu clube de coração subindo de degrau, outros para a manutenção e aqueloutros ao almejado “canecau”.

Os adeptos organizam-se, dão seu máximo como o décimo segundo jogador, em apoiar, de modo que o futebol seja uma verdadeira festa, local de convívio, amizade e adrenalina, onde são refletidos nas “vuvuzelas”, gritos e delírios, onde uns falam, como de um aposentado no futebol fosse, e remata “eu naquela situação marcaria…” e quase a maioria engole as palavras para que não ofusque o prazer e a festa ora em andamento… só entende para quem já assistiu, sofreu, gemeu e evocou todos os deuses para ver a sua equipa singrar-se vencedora em cada partida.

Quando o golo tarda em chegar, os gritos, canções e batucadas de tambor vão colorindo a festa de futebol de glamour, esperança, alegria, vénia, ternura e ainda uma apimentada de nervosismo se embala porque não chega o tão desejado golo que daria mais lufada a claque. Mesmo assim, não se cansam, continuam dando o máximo e seu melhor, em fazer do futebol uma verdadeira festa, onde á rivalidade reflete-se nas quatro linhas, onde cada equipa dá o melhor para vencer o jogo…

E quando o golo chega, adrenalina, os gritos dos adeptos, alegria é contagiante aos espectadores, telespectadores, ouvintes e sem esquecer-se da vizinhança dos campos de futebol que não tiveram a sorte de pagar o valor que lhes daria acesso as bancadas em ver o jogo ao vivo. Com certeza, o futebol é um verdadeiro aglutinador de almas vivas, saldando em confraternidade, e os abraços são doados de forma inequívoca, que valeu termos estado a compartilhar a festa. Assim, mais uma amizade construída e ganha por causa da aglutinação das massas aos finais de semana nos nossos relvados.

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Enquanto os adeptos fazem mais laços de amizade, os gestores desportivos, digo os treinadores vão estudando o melhor sistema tático, provavelmente, tentando estudar mecanismos de melhorar o seu onze, análises que levam horas a perspectivar uma partida, onde o que deixou ficar nos treinos seja materializado com fim último de amealhar bons resultados na competição, que infelizmente, alguns juízes das partidas, tem tirado o mérito, a credibilidade e colocando a água baixo um projecto dum treinador ou mesmo de um clube no geral e por outro lado, manchando a festa e o campeonato ora em andamento.

Parindo fúria e descontentamento no seio dos fazedores, treinadores e os adeptos ou amantes do desporto culminado em linguagens não abonatória para o crescimento e aperfeiçoamento da modalidade. Se queremos ver um campeonato de qualidade e que produza frutos desejados à nossa seleção nacional, não aceitemos que os juízes dos jogos estraguem o espetáculo. Aliás, é inconcebível que árbitros envolvidos na fabricação de resultados ainda estejam sob um olhar impávido do comité de disciplina desta competição. Haja mão dura aos profissionais do apito que desrespeita as regras de arbitrar.

Se nada fazer-se, estaremos a retardar e afundar o nosso futebol junto do campeonato. A liga Moçambicana de Futebol (LMF) é chamada a fazer o seu trabalho de modo a desencorajar os próximos prevaricadores.

É a hora da verdade desportiva que tanto defendem seja uma realidade, com vista a colorir mais uma vez a festa do Moçambola, que possa vencer o melhor, nada de fabricação de resultados, porque esta atitude mancha o campeonato e retarda o desenvolvimento do nosso futebol e instiga a violência nos campos desportivos. E quem sai a perder somos todos nós, porquê o futebol é festa…

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