2ª VOLTA DA ELEIÇÃO INTERCALAR: Evento manchado pela tentativa de assassinato do candidato da Renamo

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Jornal IKWELI & Redacção

Pela segunda vez, os eleitores do município de Nampula vão as urnas, para eleger um novo edil que sucederá Mahamudo Amurane, assassiando à tiro no dia 4 de Outubro do ano passado.

Disputa a presidência do mais importante município do norte de Moçambique Paulo Vahanle, do partido Renamo, e Amisse Cololo António, do partido Frelimo. Estes dois candidatos na eleição do dia 24 do mês de Janeiro último foram os mais votados, deixando para trás Filomena Mutoropa (do Partido Humanitário de Moçambique), Mário Albino (do AMUSI) e Carlos Saíde (do Movimento Democrático de Moçambique).

Com efeito, a campanha para a realização da 2ª volta desta eleição intercalar terminou segunda-feira, um processo que ficou manchado pela, suposta, tentativa de assassinato de Paulo Vahanle, candidato do partido Renamo. Segundo apurou o jornal IKWELI, a caravana onde seguia o candidato Vahanle foi, misteriosamente, abandonada pelo carro da Polícia da República de Moçambique (PRM) que oferecia segurança à mesma.

Este acto teve lugar no penúltimo dia da campanha, portanto domingo (11), em plena luz do dia. António Muchanga, deputado da Renamo, e que no momento do suposto atentando encontrava-se na mesma viatura com o candidato Paulo Vahanle, conta que do nada se aperceberam da ausência do carro que guarnecia a caravana. As nossas fontes que acompanharam o episódio da suposta tentativa de assassinato de Vahanle relatam que “um indivíduo fazendo-se transportar numa viatura do tipo Toyota, modelo Noah, seguiu a marcha desde o clube Ferroviário.

“Quando chegamos na zona do Museu Nacional de Etnologia a pessoa tentou tirar uma arma da sua viatura mas, por alguma razão atrapalhou-se embateu no carro do candidato e mais tarde pois se em fuga. Quando foi perseguido pelos apoiantes refugiou-se no Comando Provincial da PRM”. A multidão furiosa que o perseguia, quando chegou ao comando provincial da PRM, foi ameaçada pelos agentes em serviço na ocasião, tendo estes assegurado que qualquer tentativa de invasão resultaria em mortes.

Leia:  “É necessário desarmar a Renamo”-Alcinda de Abreu.

Todavia, as últimas 72 horas da campanha eleitoral, o candidato da Frelimo, Amisse Cololo António, disse num comício realizado no bairro de Natikiri, arredores de Nampula, que o seu oponente devia se focar em divulgar o seu manifesto e não falar dele. Segundo apurámos, alegava-se que o candidato da Renamo, Paulo Vahanle, estava a fazer fortes provocações ao da Frelimo, facto que estava, aparentemente, a fazer perder o ambiente pacífico e de civismo que vinha decorrendo a campanha eleitoral.

Reacção da PRM Nampula

Zacarias Nacute, porta-voz do Comando da PRM em Nampula, disse no habitual briefing semanal que acontece todas as segundas-feiras que tratou-se de um acidente de viação e não uma tentativa de assassinato. A fonte não avança muitos detalhes e nem se quer diz qual tratamento foi dado ao suposto homem que tentou assassinar Vahanle após se refugiar nas instalações do comando da PRM.

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