2017: “A imprensa foi o mal do ano”

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O Delegado da Ordem dos Advogados de Moçambique ao nível da província da Zambézia, Anastácio Nhomela, teceu quinta-feira última, duras críticas à imprensa no âmbito da abertura do ano judicial em Quelimane. Nhomela refere que há periódicos editados na capital da província da Zambézia cuja agenda é esquartejar a imagem de servidores públicos principalmente.

No seu discurso de ocasião, Anastácio Nhomela fez saber que “o ano de 2017 foi marcado pela intromissão directa no sistema de administração da justiça dos órgãos de informação que tem violado o princípio de presunção de inocência na fase de instrução de processos e como se não bastasse viola também o direito ao bom nome ” — O representante dos advogados nesta parcela do País entende que esta postura da imprensa belisca a lei e o Estado de direito, pelo que, apelou ao Sindicato de Jornalistas ao nível da Zambézia a ser mais proactivo no sentido de oferecer treinamentos sobre a lei e o código deontológico da profissão.

Sem avançar com os nomes dos órgãos de informação que violam os preceitos estatuídos na Constituição da Republica, o advogado explicou que os jornais principalmente despoletaram em 2017 diversos assuntos sensíveis envolvendo figuras do Governo, contudo o tratamento jornalístico oferecido não foi correcto no seu entendimento. Nhomela referia-se nesses termos as matérias divulgadas pelos órgãos de comunicação social sobre diversos casos de corrupção que envolveram nomes do Governo da Zambézia e não só.

Diante dos problemas detectados Nhomela afirma ser urgente que os órgãos da Justiça encontrem formas de coordenação com o Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) para juntos revisitarem a lei de imprensa em vigor no País, de forma a evitar males maiores.

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Para além da imprensa,  Nhomela foi também enérgico nas críticas aos juízes, o representante da Ordem dos Advogados refere que há corrupção no seio desta classe e solicita maior transparência no exercício das suas actividades.

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