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Lançada Semana das Artes Maputo 2017

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Foi lançada, esta terça-feira em Maputo, a primeira edição da Semana das Artes Maputo 2017, evento que “ocupará” a cidade capital moçambicana, de 25 de Novembro a 2 de Dezembro com actividade diversas do ramo artístico, criativo e de inovação., realizada pela Vice Versa Ideias, com o patrocínio do BCI.

Trata-se de uma iniciativa que está para valorizar a riqueza e a diversidade do trabalho criativo e cultural de Moçambique, convergindo durante oito dias, os criadores e as obras, assim como “aliar o amor pela arte ao negócio que este sector representa” disse o coordenador da Semana das Artes Eduardo Quive, para quem “essa é a principal razão para a realização” do evento.

Quive que falava na conferência de imprensa no auditório do Edifício-Sede do BCI, em Maputo, acto que marcou o lançamento do evento realizado pela empresa criativa, Vice Versa – Ideias, com a organização do Movimento Literário Kuphaluxa, Design Talk, Casa das Artes e Núcleo de Estudantes da Escola de Comunicação e Artes (NEECA).

Para Gervásia de Jesus, representante da Vice Versa Ideias, a vontade de revelar o melhor da produção artística contemporânea e de mostrar o papel dasd artes e cultura no desenvolvimento socioeconómica, ditaram a realização do evento.

“O que nos move a realizar este evento é a nossa crença na importância das artes e culturas, bem como nos seus fazedores, quer em colectivo ou em particular, para a introdução de novas dinâmicas de desenvolvimento humano e socioeconómico.” Disse.

Já o assessor do Presidente do Conselho de Administração do BCI, Luís Aguiar, afirmou que o patrocínio à Semana das Artes por parte daquela instituição financeira, está no quadro da aposta na cultura moçambicana e no incentivo à projectos que valorizem a forma de ser e de estar dos moçambicanos. Ademais, o BCI, segundo Aguiar, já vem se juntando a outras iniciativas de relevo no país, sendo que espera-se que este evento venha contribuir para a dinamização das artes.

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As actividades da Semana das Artes, “cuja selecção e apuramento basearam-se nos princípios do belo artístico, inovação e sustentabilidade, segundo afirmou o coordenador da iniciativa, terão lugar em seis espaços distintos, a saber, o Auditório do Edifício – Sede do BCI, , o campo do Pão Nosso, bairro de Chamanculo “B”, o DEAL – Espaço Criativo, o Centro Cultural Brasil – Moçambique (CCBM), a residência universitária da Universidade Pedagógica e o Museu Nacional de Arte

Trata-se de actividades como encontros criativos sobre cultura e inovação, lançamento de livro do escritor Alex Dau, exposição de pintura do artista plástico João Timane e instalação artística de Marcos Muthewuye, fotografia do projecto VêSó – Moçambique, reunindo fotografias de 10 fotógrafos, entre amadores e profissionais sobre o bairro de Chamanculo, uma feiras de arte, exibição de filmes, concertos de teatro e música, bem como um acto de responsabilidade social, o passeio de bicicleta até ao histórico bairro de Chamanculo, subúrbio de Maputo, numa acção que visa angariar fundos para a construção de biblioteca a beneficiar aquelas comunidades, sobretudo os mais novos.

Quanto a figuras que vão preencher a vasta programação, destaque vai para Raquel Carrilho e Júlia Sarmento, criativas na área de design, Sérgio Langa, docente, pesquisador e artista plástico, Marcelo Lima e Cláudio Ferrão, dois criativos representantes de projectos inovadores como a Machamba Criativa e Orera.

“Na Música, temos a destacar as presenças da Melita Matsinhe, já bastante conhecida entre nós, em excelente momento de inspiração. O grupo de hip hop Xitiku Ni Mbaula, que lançou no mês passado o seu primeiro álbum volvidos mais de 10 anos de sua existência. E devemos realçar que será o primeiro concerto ao vivo deste importante grupo após a publicação do seu CD.” Explicou Eduardo Quive, depois de esclarecer que o programa contempla “artistas e criativos de reconhecido mérito na sua área, e sobretudo que espelham a nossa visão de expor projectos culturais e criativos inovadores e sustentáveis”.

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A Semana das Artes Maputo 2017, justifica-se ainda segundo os organizadores, por se assumir que a arte, além de expressar os sentimentos dos criadores e de representar as vivências de toda uma sociedade, é também uma forma de empreender, gerar emprego e desenvolvimento.

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