Manuel de Araújo aponta o dedo ao MDM

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Quelimane (Txopela) — O Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane, Manuel de Araújo acusa o seu partido de ter agido de forma menos abonatória na gestão do caso de conflito interno de interesse que ditou a retirada do Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula Mahamudo Amurane da terceira maior força política no País.

Manuel de Araújo, citado pelo jornal Diário de Moçambique, afirma não estar de acordo com a forma como o processo está sendo gerido por parte da liderança do MDM, dado que, segundo ele, não houve espaço para um diálogo aprofundado entre os intervenientes no processo de resolução do caso, facto que serviu não só para atiçar o conflito interno, como também para determinar o rompimento das relações entre o partido e o seu colega Mahamudo Amurane.

“Eu fiz uma carta para a Direcção do MDM a manifestar o meu posicionamento em relação ao caso mas prontos, quem e chefe e chefe e tomou a decisão mesmo contra aquilo que eu pensava. O chefe e quem manda mas eu estou preocupado porque no final de tudo quem perde não e o MDM ou o Mahamudo Amurane, mas a democracia no seu todo em Moçambique”.

O timoneiro da quarta cidade mais importante do Pais acredita que com o rompimento das relações entre o MDM e Amurane, abre-se um espaço para a superioridade da Frelimo, uma vez que os munícipes poderão estar divididos em três forcas diferentes nomeadamente: RENAMO, MDM e o partido do Amurane, dando assim espaço para vitória da Frelimo no lugar de unir os esforços para derrubar o partido que esta no poder para posteriormente pensar-se em objectivos particulares: “Eu acho que as forcas da oposição deveriam ter um propósito de tirar aquele que esta no poder e depois podemos discutir. Mas acontecer que entre nos estamos a nos bater antes de tirarmos aquele que esta no poder”.