AQUELE É MEU BRADA: — Belcio Mahoho

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A Outra Voz do Cahimbo, coluna semanal dedicada a poesia, assinada pelo escritor moçambicano, Belcio Mahoho.

Desde os tempos da palmatoria e do mata-fome

Dos tempos da balalaica e das bombonhicas

Dos tempos dos cipaios e de Jonh Chibadura

A sociedade sempre viveu

Com os homens que apareceram pra os outros por causa da sua performance

São os que ca identificamos como os “Aquele é meu brada”

Pois é apenas alguem ter uma imagem plausivel na sociedade

Que eles vão correndo à sua traz como abelhas a tras do mel…

Estes, “Os aquele é meu brada”, fazem questão de o encontrar em seus ambientes de lazer

E pagam uma gazosa esperando o retorno da mesma em posteriores tempos

Procuram aproximar-se o mais perto possivel

Seja em chamadas telefónicas, em casa até no seu próprio serviço

Quando o encontram ocupado fazem questão de o aproximar

Falando coisas sem pés nem cabeça como se o conhecessem em tempos de batalha

Se este os avisar que não está disponível de momento desfarçando a chatice

Perguntam ainda quando e aonde estará pronto como se fessem seu braço direito

Procuram quebrar as suas amizades sacrificadas na era da poeira e da dor

Aquelas que estavam com ele na lama e te deram os bons dotes da vida

Ele faz-se de mais amigo que os que rodeiam a sua periferia

Te sufocam com sua inaceitável presença até conseguirem a tua amizade

Sem se importarem se a tua expressão facial irrita-se com eles

Estes,  “Os aquele é meu Bro”, quando te vêm num ambiente onde não falam a lingua deles

Gingam com os seus comparsas e entrando no bolso dizem

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“Tenho número dele voces verão que entrará no bolso para me atender…”

Ligam sorrindo com cara de importantes em frente dos outros

Quando vês o telefone e guardas de novo pois o ambiente as vezes tem sido impróprio para atender chamadas telefonicas

Ele chatea-se, envergonhado, manda mensagens como se atender a ele fosse uma missão obrigatória com tal teor