Conselho Municipal de Quelimane: Corrupção na fiscalização

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municpio-e-outras-quelimane-023Quelimane (Txopela) –O Conselho Municipal de Quelimane esta a conhecer nos últimos dias um declínio acelerado na colecta de receitas fiscais, a instituição já admitiu tal facto publicamente e alega razões de conjura económica e politica que o País atravessa nos últimos tempos. E para apurar a veracidade destes pronunciamentos o Jornal Txopela procedeu a uma pesquisa de fundo analisando as contas daquela instituição pública e entrevistou profissionais da área para além de fontes próximas aos “cofres” do Conselho Municipal de Quelimane.

Num trabalho de investigação levado a cabo pelo Jornal Txopela apurou que o grande calcanhar de Aquiles da queda frenética dos níveis de colecta de receitas desta governação que parecia perfeita e sem erros administrativos prende-se com os níveis de corrupção no sector da fiscalização.

De fonte interna e que solicitou anonimato, apuramos de que é do conhecimento do executivo da existência de redes internas que visam delapidar o erário público desde 2013. Esta fonte começou por anunciar a sua insatisfação quanto ao desempenho dos fiscais, classe profissional acusada de enriquecimento ilícito suportado pela corrupção e extravio de receitas. A fraca colecta de receitas fiscais tem sido um dos maiores obstáculos que embaraça o presente mandato.

“Não estamos satisfeitos com a produção e produtividade do sector da fiscalização e o desafio é reduzir a corrupção e melhorar a produtividade ʺ -explicou.

Araújo herda problemas de Pio Matos

O actual presidente do Município de Quelimane, Manuel de Araujo, herdou vários problemas deixados no mandato de Pio Matos a destacar uma divida gigante de cerca de quatro milhões e meio de meticais, extravio de fundos, desvio de aplicação, falsificação de senhas fiscais, corrupção entre outros. Este último, a corrupção, continua a mutilar os esforços empreendidos pelo executivo municipal comandado por Manuel de Araujo.

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O Autarca de Quelimane, Manuel de Araujo, já admitiu publicamente em entrevista ao Txopela a existência desta “matilha” que suga o dinheiro público a três anos atrás. Os pronunciamentos na época foram avaliados pelos académicos como sendo um acto “corajoso”. O facto de o edil ter assumido publicamente a fragilidade na redução do índice de corrupção numa das áreas susceptíveis à ilícitos não significa necessariamente a menor capacidade de resolução do problema, muito pelo contrário, pode tratar-se de abertura aos cidadãos para que eles sintam-se convidados a sugerir soluções para uma governação democrática e mais participativa. — Extracto de uma peça noticiosa publicado pelo Jornal Txopela em 2013, sobre o assunto.

A solução encontrada pelo autarca tem sido a movimentação dos seus quadros em períodos de três a 9 meses. De Araujo tem vindo nos últimos anos a mudar de posição os vereadores, directores e chefes de sectores de forma recorrente para evitar que estes criem “raízes” susceptíveis a corrupção. O Desvio de receitas, subornos e extorsões são os ilícitos mais gritantes e que derrubaram o ex-presidente da Autarquia, Pio Matos.

Passados cerca de três anos a medida de cessão e nomeação recorrentes dos seus colaboradores continua a colocar o s funcionários da Edilidade em situação de insegurança quanto a durabilidade de cada um em cada sector que lhe é confiado. As quedas e subidas ou seja cessações e nomeações correm dentro de três em três meses, facto que desagrada a muitos quadros internos. Transmite falta de confiança do chefe sobre a capacidade dos funcionários em solucionar os problemas existentes e imprimir inovações que melhorem a qualidade e prestação de serviços aos cidadãos.

Quase todos os Vereadores, Directores das Vereações, Chefes dos Postos, Técnicos das áreas subjacentes e anónimos já foram movimentados para diversos cargos. Uns tiveram queda-livre outros nem tanto. Uma subida galopante para tamanha altura inesperada.

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Troca de peças, colocação de sobressalentes, mudança de óleo, experiencia de quadros de uma direcção para outra, permutas de um processo normal constituem o rol de explicações que o Edil tese a volta do assunto, quando questionado pela imprensa (Redacção)

 

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