Golpe de Estado Falha na Turquia

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A Turquia, um país que faz parte da NATO, viveu, na madrugada de sexta-feira para hoje, horas de violência no decurso de uma tentativa de golpe de estado desencadeada no seio das Forças Armadas. O cenário, às primeiras horas da manha de hoje, apontava para o insucesso dos golpistas, mas com um rasto de mais de cem mortos e mil feridos. O Presidente Recep Tayyip Erdogan já veio a público dizer que a cadeira do poder continua sua.

Foi no aeroporto de Istambul que Recep Erdogan se dirigiu aos turcos para lhes dizer que continua a chefiar o governo, depois de a unidade militar de onde partiu a intentona se ter rendido, afirmando ainda o Chefe de Estado turco que todo o executivo está em funções. “Traição””, foi a palavra escolhida por Erdogan para definir o que se passou durante esta madrugada, afirmando que os golpistas apenas lhe deram uma oportunidade, que diz ter sido “obra de Deus”, para limpar o exército turco. O Presidente turco culpou pelo golpe de estado, que definiu de “traição”, os apoiantes do seu arqui-inimigo, Fethullah Gülen, um imã exilado há anos nos Estados Unidos. O movimento que apoia Gülen (Hizmet) e o próprio Fethullah Gülen já condenaram o golpe em dois comunicados nas últimas horas.

Tendo sido alvo de múltiplos golpes de estado militares ao longo de cinco décadas é especialmente insultuoso ser acusado de estar ligado a esta intentona. Nego categoricamente estas acusações”, disse Gülen, no comunicado mais recente. Apesar de tudo indicar que o golpe falhou, os sinais de violência em Istambul são muitos, depois de terem ocorrido intensas trocas de tiros e até bombardeamentos com recurso a tanques e a aviação de guerra, nomeadamente no Parlamento turco, como mostram as imagens das televisões internacionais.

No último balanço feito pela imprensa turca, no rescaldo desta tentativa de golpe ficam mais de cem mortos e um número superior a 1.100 feridos, muitos dos quais polícias, sendo que a contatem de vítimas continua a ser actualizada pelo media internacionais. Há ainda centenas de detidos, a maior parte militares conotados com a tentativa de golpe cujo insucesso se deveu, em grande medida, aos milhares de turcos que saíram à rua para enfrentar os tanques e os militares que, entre outros locais, ocuparam estações de televisão e de rádio.

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