LAM acusada de extravio de bens de clientes

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-Cliente ameaça processar a secção de cargas.

-LAM pede seis meses para responder a este caso.  

 

A Companhia Linhas aéreas de Moçambique (LAM) poderá ser levada a barra do Tribunal pelos seus clientes que tiveram as suas bagagens extraviadas no último final de semana em Quelimane.

De acordo com Zafiro Almeida um dos visados que contactou o nosso jornal refere que “estas manobras são antigas e bem conhecidas, a LAM rouba os clientes!”.- Sentenciou

Tudo começa nesta sexta-feira (10) quando um dos sócios da empresa Griff Boutique, uma empresa sedeada em Quelimane e que dedica se a venda de roupa e cosméticos, encomendou de Maputo cerca de 72 quilogramas,  uma caixa contendo roupa, perfumes e sapatos para venda em Quelimane. Entretanto feitas as contas, até as mãos do proprietário da Griff Boutique, Zafiro Almeida, chegaram à Quelimane 51 quilogramas de bagagem, prova inequívoca de que de Maputo à Quelimane houve quem apoderou-se dos bens que até ao momento são quantificados em cerca de 30 mil meticais em perdas monetárias.

Trata-se de uma realidade preocupante, inúmeras vezes para além do desvio de cargas para outros destinos, clientes da companhia de bandeira nacional vêem-se em situações embaraçosas quando malas e encomendas como as de género são abertas e saqueados os seus bens, a situação começa a ser preocupante quando a privacidade dos passageiros é colocada em causa “Abrir uma mala sem consentimento do dono é violar a privacidade desse cidadão e constitui uma grave violação dos direitos do cliente, no mínimo a LAM deve pedir desculpas e ressarcir os bens deste cidadão e garantir que situações destas não voltem a acontecer com nenhum outro cliente”. Instruiu Jafar Nataniel advogado do visado (Zafiro Almeida) que garante que dentro de dias feitas as diligências iniciais com a LAM sem que hajam resultados satisfatórios deverá avançar com a abertura de um processo contra aquela companhia.  

Clientes ameaçam processar as Linhas aéreas de Moçambique pelo extravio de suas bagagens com pedido de indemnização por danos materiais e morais “Pela quantidade do prejuízo que tive eu sou obrigado a recorrer, caso a LAM não tenha o cuidado de se responsabilizar pelos danos” assegurou Zafiro Almeida. Contudo a Griff Boutique é apenas umas muitas visadas cuja a sua lista é extensa.

O semanário Txopela contactou outros visados da LAM que afiançaram de que no mínimo aquela companhia leva dez meses para responder casos de furto de bens dos clientes. Investigações levadas a cabo pela nossa equipe de reportagem revelam que aquela empresa não tem a prática de compensar os seus clientes pelos danos que os seus funcionários de forma propositada ou não causam aos seus passageiros, Francisco João Baptista está a mais de dez meses com a sua carga desaparecida, pediu a sua restituição a 16 de Setembro de 2015 quando a bagagem com o número de etiqueta D06813869435 contendo uma pasta e um computador despachada a partir da terminal de carga de Maputo com destino a Quelimane não chegou ao seu destino e ao que se sabe até ao fecho desta edição não havia nenhuma resposta favorável ao cliente. ZITO OSSUMANE

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