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Sociedade civil quer fiscalizar provimento de medicamentos nas unidades sanitárias da Zambézia

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Foram sexta-feira, 29 de Dezembro de 2017 eleitos, por unanimidade, e empossados os novos órgãos sociais da Associação Cidadãos de Moçambique em reunião da Assembleia Geral que teve lugar na sede da organização em Quelimane. Na reunião, tomaram posse os membros eleitos para a Mesa da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Conselho Directivo cujos mandatos terão a duração de três anos cada.

A Presidente do Conselho Executivo, Natália Inácia Jaime no seu discurso de ocasião lembrou aos membros desta organização a importância das suas acções com vista a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos em diferentes circunscrições geográficas da província da Zambézia e de Moçambique no geral.

“A perspectiva que tenho é que daqui a três anos, primeiro é que efectivamente tenhamos criado alguma diferença nas comunidades ” e acrescenta “perspectivo também que nestes três anos de mandato possamos ser conhecidos e reconhecidos pelo nosso trabalho de advocacia para a melhoria dos serviços públicos básicos ”.

A Organização abre o seu ciclo trabalho na primeira quinzena de Janeiro de 2018 com actividades no distrito de Inhassunge, localidade de Maquival e Supinho nos distritos de Nicoadala e Quelimane respectivamente.

Nesta primeira fase segundo declarações do Director Executivo da organização, Rogerio Júnior a plataforma de advocacia dos direitos dos cidadãos irá concentrar-se na implementação de um projecto denominado “direito à saúde e acesso a medicamentos” espera-se com o programa melhorar os níveis de provimento aos medicamentos nas unidades sanitárias “nós notamos com a realização de um pequeno estudo preliminar que fizemos que há de facto problemas de abastecimento de fármacos em alguns centros de saúde” lamenta.

O pressuposto da intervenção desta organização da sociedade civil nesta área deve-se ao facto de nos postos de saúde distantes dos centros urbanos existirem problemas mais gritantes da falta de acesso à medicamentos em tempo útil para o tratamento de pacientes que padecem de diversas enfermidades.

“Queremos fazer este exercício de chamar atenção as lideranças, as entidades competentes de que este problema é real e que há algum trabalho a mais que deve ser feito para colmatar ”.

O projecto com a duração de 12 meses deverá envolver jovens e associações que actuam nas áreas de implementação da iniciativa. Estima-se que mais de 100 mil pessoas sejam beneficiadas directamente com a execução do programa de monitoria ao provimento de medicamentos nas unidades sanitárias.

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Eleição e tomada de posse dos órgãos sociais

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