QUELIMANE: Buracos baralham cálculos de automobilistas

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Covas com a profundidade de 6 à 15 centímetros nas principais avenidas e ruas da Autarquia de Quelimane estão a criar uma onda de indignação por parte dos munícipes. Circular nas artérias da urbe tornou-se difícil nos últimos meses. Os automobilistas reclamam e dizem que estão a acumular prejuízos.

Para quem percorre diariamente 5 quilómetros para deslocar-se ao serviço no centro da cidade, dirigir por apenas 15 minutos pode significar muita dor de cabeça.

Automobilistas entrevistados pelo Jornal Txopela não se cansam de reclamar da grande quantidade de buracos, falta de sinalização e ausência de manutenção das estradas.

O estado avançado de degradação das avenidas Eduardo Mondlane,  Julius Nyerere, Josina Machel, Samora Machel, Herois de libertação Nacional, Samuel Kankomba, 1 de Julho, 7 de Setembro, Ché Guevara, no município de Quelimane, na Zambézia, têm estado a suscitar muitas reclamações por parte dos munícipes que utilizam aquelas vias.

Os munícipes e automobilistas disseram ao Jornal Txopela sentirem-se agastados com a situação e queixam-se que a administração municipal de Quelimane ainda nada fez para o problema ser ultrapassado. O tempo avança e os moradores e utentes da via desesperam-se, perante a indiferença das autoridades municipais.

O mau trabalho de requalificação das ruas e avenidas efectuado nos últimos anos, aliado ao problema das intensas chuvas que têm caindo em Quelimane nos últimos tempos são apontados como as principais causas do péssimo estado de transitabilidade na Autarquia.

“Estes buracos aqui no terminal de autocarros da Romoza têm dificultado muito o nosso trabalho como automobilistas, temos registado muitos acidentes de viação porque na tentativa de contornar acaba-se violando a outra faixa e embater com outro carro”, disse José Ferro, automobilista que faz o trajecto Quelimane-Gurué.

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Em algumas ruas há situações em que algumas viaturas têm de parar para ceder prioridade a outros carros que circulam noutro sentido, uma vez que a via tornou-se estreita.

 “Como táxi-ciclista até é possível contornar, mas o maior problema está no final do dia, as nossas bicicletas ficam avariadas porque passamos o dia todo, primeiro a tentar fintar os buracos e nem todos conseguimos e depois o corpo doe, é um exercício muito grande, porque é preciso as vezes sorte para não deixar cair o cliente” lamenta Sebastião Neto.

“O Conselho Municipal deve rever essa situação de emergência porque está a prejudicar a todos nós, inclusive os próprios funcionários do município porque usam essas estradas também, assim como estão as estradas não vamos a lado nenhum ”. Conclui Rosária Raúl.

O Jornal Txopela buscou ouvir a posição da Autarquia frente as queixas recorrentes dos munícipes conquanto até ao fecho desta edição não foi possível gravar entrevista dada a indisponibilidade do executivo em falar sobre o assunto ao nosso jornal.