LIBERDADE & INDEPENDÊNCIA

“Nós não podemos colocar a saúde dos munícipes como um prémio partidário”

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A mobilização de recursos humanos e materiais do Município de Quelimane para apoiar a recolha de lixo no Município de Nampula está a suscitar diversas interpretações pelos fazedores de opinião pública no País. Facto é que Manuel de Araújo, edil de Quelimane despachou uma equipe de funcionários do Conselho Municipal que dirige para Nampula com meios para a recolha de resíduos sólidos naquela circunscrição geográfica que segundo fontes do Jornal Txopela encontra-se imunda dada a incapacidade local de gerir a recolha de forma proficiente.

Tal acção regista-se num período da realização da campanha eleitoral naquela autarquia para a escolha do novo Edil de Nampula.

Perante a situação, a assessoria de imprensa de Manuel de Araújo em nota enviada a nossa redacção esclarece que a acção tomada pelo executivo de Quelimane não se pode interpretar como um acto de campanha política “ o Conselho Municipal de Quelimane disponibilizou meios em solidariedade aos munícipes de Nampula” refere.

O autarca que é citado pelo Jornal Municipal, Bons Sinais justifica-se que a prontidão da sua acção tem a ver com o bem-estar dos munícipes de Nampula

 “Nós não podemos colocar a saúde dos munícipes como um prémio partidário ou como algo que pode ser usado para ganhos políticos, pelo contrário, é importante que cada um faça sua parte para que a cidade de Nampula saia da situação anómala em que se encontra” – disse o Autarca de Quelimane.

Segundo Manuel de Araújo, a operação é de curto prazo e independentemente do candidato que ganhar nas eleições intercalares, o processo de recolha de resíduos sólidos vai continuar.

O cenário em Nampula ficou crítico nas últimas duas semanas e por causa da ocorrência de chuvas intensas na região, a eclosão de doenças de origem hídrica pode ser registada caso não sejam tomadas medidas. Igualmente, pode causar perda de vidas humanas, dai que Manuel de Araújo aponta os casos de Nacala e Ilha de Moçambique, cidades fustigadas pelas chuvas recentemente, para as quais os moçambicanos também devem ser solidários.

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Para Manuel de Araújo, os municípios devem ser solidários uns com os outros para garantir a rápida recuperação em caso de serem afectados pelos fenómenos naturais ou aqueles influenciados pela acção humana.

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