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Município de Quelimane apoia Nampula na recolha de resíduos sólidos

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O Conselho Municipal da Cidade de Quelimane mobilizou na última sexta-feira (19), recursos humanos e meios de recolha de resíduos sólidos para apoiar o Conselho Municipal da Cidade de Nampula na remoção do lixo.

Trata-se de dois camiões porta-contentores e respectivos contentores que escalam diferentes bairros da cidade de Nampula para recolher os resíduos sólidos que estavam a mais de três meses sem serem recolhidos para o depósito final.

A operação de recolha de lixo desencadeada na cidade de Nampula, está a ser levada a cabo pelos funcionários do Conselho Municipal de Nampula e de Quelimane, bem como por singulares.

O Edil-interino no Município de Nampula, Américo Emenle, disse em entrevista, que nos últimos seis meses a capacidade de recolha de lixo ficou reduzida devido a paralisação de alguns meios que ficaram avariadose fraca colaboração entre os funcionários da Empresa Municipal de Saneamento de Nampula (EMUSANA).

Segundo Américo Emenle, com a alocação temporária de alguns meios, vindos de Quelimane, a capacidade de recolha de resíduos sólidos ficou reforçada, mas é necessário que depois das zonas criticas estiverem limpas a sensibilização seja levada a cabo para evitar que situações do género voltem a acontecer.

A nossa reportagem deslocou-se para os locais de grande concentração do lixo, locais onde estavam a ser removidos os resíduos sólidos, para ouvir os munícipes sobre o processo de gestão de resíduos sólidos.

Alguns munícipes afirmaram que desde que o Edil, Mahamudo Amurane, foi assassinado a recolha de resíduos sólidos passou a ser deficiente. Outros apontaram para a elevada produção de lixo que ultrapassa a capacidade da EMUSANA, como sendo factor que influencia a faca capacidade.

Segundo Joana Agostinho, a rua que separa o Estádio 25 de Junho e a zona residencial, em Namicopo, ficou intransitável devido a elevada quantidade de lixo que vinha sendo depositada desde o mês de Agosto até a data da remoção a 19 de Janeiro de 2018.

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“Ao longo da rua, os residentes saiam das suas residências para outros pontos da cidade com grandes dificuldades. Nunca tinha visto algo igual, é um fenómeno novo que nos primeiros dias pensei que podiam vir remover, mas passaram meses sem o carregamento do lixo” –desse Joana Agostinho.

Sandra Teresa, outra munícipe entrevistada pela nossa reportagem, conta que durante os 4 meses que o lixo não era removido, a proliferação de moscas era maior e atingiu níveis alarmantes.

“Nós não podíamos cozinhar fora das casas porque as moscas caíam nas nossas panelas e mesmo para passar refeições nas varandas era grande dificuldade. Tinha mosca por todo sítio e não nos sentíamos livres” – disse Sandra Teresa para depois afirmar que alguns residentes do bairro são responsáveis, pois desconhecem os horários de depósito do lixo.

Apesar de terem passado tempo enfrentando dificuldades de transitabilidade, bem como para o bem-estar, os munícipes encorajam a iniciativa de coordenação entre o Município de Nampula e o Município de Quelimane na mobilização de recursos para a recolha de lixo.

“Esperamos que daqui para frente a recolha de lixo seja flexível para evitar que passemos por mesma situação futuramente. Também, o comportamento dos munícipes deve mudar porque alguns deitam artigos que podem ser reaproveitados, no caso de roupas e recipientes plásticos” – disse Jamal Valentim.

O Gestor Ambiental, Mário Miguel, afirma que o adiamento de resíduos sólidos, influenciado pela insuficiência de meios é o que faz com que a gestão de resíduos sólidos seja deficiente, principalmente nos bairros suburbanos da cidade onde a educação cívica é de estrema necessidade.

“Na sua maioria, os munícipes descartam resíduos orgânicos, depositando-os na lixeira enquanto os mesmos podem ser reutilizados para vários fins, como é o caso de restos de alimentos que podem ser usados na produção de fertilizantes orgânicos” – disse Mário Miguel para acrescentar que o lixo deve ser acondicionado de forma que não prejudique o próprio Munícipe.

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A operação de recolha de lixo ocorreu no boirro de Namicopo, rua do Estádio 25 de Junho, Bazuca, onde as vias estavam interrompidas, bem como em outros locais de maior concentração de resíduos sólidos.

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