GOVERNO DA ZAMBÉZIA EM 2017: UM A UM, OS BONS E OS MAUS

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Chegou a hora de avaliar os “empregados do povo”! Um a Um, os bons e os maus.

Esta é uma avaliação do Jornal Txopela. Os bons são selecionados com base no critério “trabalho” e os maus com base no critério “escandalos públicos” que prejudicaram o desenvolvimento da província. Leia e envie-nos, também, a sua avaliação para o geral@jornaltxopela.com

OS BONS

Governador da Zambézia

É certo que passou mais tempo em discursos de apelo do que em acções concretas de governação, conquanto foi um dirigente presente em alguns domínios. Estreitou laços de cooperação, buscou financiamentos e agiu com postura de Estado frente aos municípios governados pela oposição na província. Homem de poucas palavras, e descrito como sendo o dirigente sem compromissos, com nada e ninguém. Priorizou a meritocracia na nomeação de quadros, afastou os bajuladores e não se coibiu de expurgar os corruptos.

Saúde

É o exemplo de como os servidores públicos devem agir em benefício da população, Hidayat Kassim, em ano de recessão económica, foi dos que, a nível nacional, mais infra-estruturas hospitalares ergueu, estreitou laços de cooperação frutíferos que possibilitaram o tratamento e cura de diversas patologias ao nível da província da Zambézia. A direcção provincial de saúde da Zambézia, a instituição com mais presença mediática, e justifica-se, estive próxima dos pacientes. Que em 2018 dupliquem os esforços para o bem de todos nós.

Cultura e Turismo

Alavancou a cultura e o turismo interno com a realização de pequenas iniciativas locais e de baixo custo. Promoveu campanhas de dimensão internacional onde “vendeu” Zambézia além fronteiras. Garantiu uma maior e melhor visibilidade do sector, a aposta nas novas tecnologias para publicitar o melhor da Zambézia. A organização do maior festival de Praia do País confere-lhe créditos para gabar-se como quiser. Amostra Sobrinho é o nome do artista e actual director para área da cultura e turismo na Zambézia, que ressuscitou a cultura e turismo num ano de cortes no orçamento.

OS MAUS

Economia e Finanças  

Para os funcionários públicos é certo que os atrasos no processamento de salários foram a mancha negra da instituição, conquanto, pesam acusações de uso indevido de bens do Estado por parte de alguns funcionários. O Ministério público investiga 7 funcionários que atropelaram a lei e normas do Estado em benefício próprio. Direcções provinciais, Administrações distritais e Conselhos Municipais queixam-se da desorganização, naquele sector, na alocação de fundos que lhes cabem e emanados pelas leis em vigor no País.

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 Agricultura e Segurança Alimentar

Foi o primeiro caso mediático despoletado de um mau exemplo de um servidor público. A procuradoria Provincial acusou o ex-director, Marcelo Chaquisse de desvio de aplicação de fundos do Estado destinados à produção agrária. Marcelo Chaquisse foi expulso do Aparelho do Estado decorrente deste processo, o despacho foi assinado com o punho de José Pacheco, então ministro da área.

Transporte e Comunicação

O Estado moçambicano foi lesado em 6 milhões de meticais decorrentes de um negócio que tinha tudo para dar certo, portanto não deu, e ninguém dignou-se à explicar ao “patrão” as razões. O Ministério Público (MP) investigou alegados desvios de fundos para a construção de duas salas de embarque, em Quelimane e Inhassunge respectivamente, uma obra orçada em 12 milhões de meticais. A procuradoria provincial procura entender o destino oferecido a mais da metade do valor e as razões que levaram a não execução das obras. Alberto Manharange, o homem que esteve na direcção de transporte e comunicações por 10 longos anos foi exonerado pelo Governador, Abdul Razak, meses após a instauração do processo pelo MP.

Educação e Desenvolvimento Humano

Armindo Primeiro, ex- director Provincial da Educação e Desenvolvimento Humano, na Zambézia, foi acusado de roubo de cerca de três milhões de meticais em conluio com outros cinco funcionários da mesma instituição, incluindo o director adjunto. O valor seria, supostamente ,destinado à reabilitação da casa de Cultura de Chinde.

Armindo Primeiro em conspiração com os seus outros quatro colegas (acusados de crime de autoria material e moral), abriu um falso concurso público de adjudicação de uma obra para a reabilitação das instalações acima referidas.

Juventude e Desportos

Publicamente não é conhecida nenhuma intervenção de mérito da actual direcção da Juventude e Desportos nas áreas que o dizem respeito. Fortemente contestado pelo Conselho Provincial da Juventude (CPJ),  movimentos associativos juvenis, pela sua letargia em aspectos que tocam a camada juvenil, é quase certo, que se Beato Dias fosse à voto, deixaria o posto por não reunir consensos e apoio das pessoas que dirige.

Indústria e Comércio 

Os agricultores produziram grandes quantidades de feijão bóer e arroz em Nicoadala, Licuar, Maganja da Costa e Mopeia. Os produtos estão a apodrecer e outros a serem comercializados a preços relactivamente baixos  prejudicando os agricultores, principalmente, que acataram a directiva presidencial. Entretanto, no terreno a mão do Governo não é visível na criação da cadeia de valor. Devem tirar sono à Momade Juizo as duas fábricas inoperacionais, uma de descasque de arroz localizada no distrito de Namacurra e a outra de processamento de Chá em Gurué, dois monstros adormecidos. A primeira sob alçada de Momade Juizo não funciona por avaria de uma peça desde 2015.

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Mar, águas interiores e Pescas

Fraca capacidade de fiscalização marítima, inexistência de meios de trabalho e falta de controlo na exportação de mariscos com destaque para caranguejo e Todwé, um molusco de água salgada que cresce em Inhassunge e Pebane, onde há registo de devastação do mangal a procura destas duas espécies. Chineses têm vindo a exportar em quantidades industriais sem a devida fiscalização e pagamento de taxas e impostos. Populares referem que em Inhassunge e Pebane dois distritos que já foram tidos como o baluarte destas espécies, afinal já não há, decorrente desta exploração desfreada sob olhar impávido e sereno da instituição.

Antigos Combatentes

Falta de transparência na alocação do fundo da Paz e fraco reembolso do dinheiro por parte dos mutuários. Projectos submetidos nos anos 2016 e 2017 não foram financiados e as razões não são públicas. Mais de 2 milhões de meticais não foram reembolsados à instituição, entretanto, isto parece não preocupar a direcção. Outro factor é a indisponibilização de pensões aos antigos combatentes, uma situação que cria mau estar e revoltas profundas daqueles que lutaram pela independência da nação moçambicana.

Recursos mineiras e Energia

O Estado moçambicano está a perder dinheiro mercê da fraca fiscalização da saída destes recursos, as populações residentes nas zonas de exploração de recursos mineiras não estão a ser beneficiadas directamente com a implementação destes projectos.

As populações residentes em Moyane, no Gilé e Deia, em Inhassunge, reclamam da falta de alocação de recursos acordados às zonas de exploração de recursos com destaque para infra-estruturas sociais, para além da prometida reassentação.

OS NEUTROS

Justiça e Assuntos religiosos

Trabalho e Segurança Social

Género, Criança e Acção Social

Obras Publicas e habitação

Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural

Ciência, Tecnologia, Ensino Superior Técnico Profissional