LIBERDADE & INDEPENDÊNCIA

Colunista no Jornal Txopela

Kakuveleliwe… Por: Virgílio Dêngua

em OPINIÃO por
Virgilio-Dêngua-212x300 Kakuveleliwe… Por: Virgílio Dêngua
Colunista no Jornal Txopela

Está todo mundo apreensivo. É finais de Dezembro! Felizmente cai o pano sobre os 365 dias para posteriormente iniciar uma nova contagem. O novo ano está às espreitas. Por estes dias, as lojas andam cheias de presentes à venda – uns “off”, outros “porreiros” – mas não é por aí que o nosso assunto gira em torno.

Dezembro é mês da quadra festiva. Momento em que quase todos os membros de agregados familiares unem-se para festejar tanto o Natal, como a passagem de ano. É o “período certo” para viver a vida. Quase todo o mundo está em férias (…)

Como é comum, a elite junta-se naqueles hotéis de até sete estrelas, a classe média invade pensões e a baixa, esta, a que fica em casa, reúne quase todo o dinheiro que tem para comprar novas aparelhagens sonoras, dispositivos DVDs e discos contendo musicas que estão a “bater…” A ideia primordial aqui é festejar. Não importa o quão desnecessário seja gastar os trocados conseguidos e conservados com tanto suor, “a ideia aqui é ‘curtir!’…”.

Novas colunas de som. Grandes com luminárias personalizadas. O Antunes* não será único que as adquiriu – com certeza, porque, para sua surpresa o vizinho posterior, lateral esquerdo e direito, assim como o da frente também compraram as tais colunas chinesas – mas por razões de “olho gordo” arranjaram formas de como traze-las à casa sem que ninguém as visse.

Yeah!

É importante que se perceba que aqui na banda, não só são estas cinco casas em que foram trazidas novas colunas de som pelos seus respectivos chefes de família. Lá em casa também vi umas novas. Os dias festivos são de tamanha poluição sonora. Já devem estar a imaginar o quão confuso e barrulhento fica a zona quando Dezembro chega ao fim?

Leia:  Como reagirá Juliana ? —Jessemuse Cacinda

Frangos a piar até à casa de banho. Grades de refrigerantes aqui, cervejas ali, outras carnes acolá e um pouco do bem e do melhor. Até parece que são os últimos momentos da vida – como se alguma profecia tivesse avisado que o Apocalipse estivesse próximo.

“Kakuveleliwe”…

Infelizmente vagueia por aqui um velho ditado que afirma que “a alegria do pobre dura pouco”. Pois é. Deve ser que seja realmente verdade. Aqui, esta alegria dura entre cinco dias a 10 – dia 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 1, 2, e 3.

Após este período, parece que realmente se está num novo começo. Sem dinheiro, dividas acumuladas, sem comida, as lamentações transformam-se num ciclo vicioso em que todos finais dos anos reclama-se que o mês de Janeiro, Fevereiro e Março são catastróficos. Os bolsos estão furados, estômagos vazios, colunas nas caixas, algumas ao lixo porque eram além de piratas a EDM exagerou um pouco na intensidade da corrente e, um silêncio tremendo e estranho faz a nova realidade da banda.

Era bom que non presente ano as famílias pensassem de uma maneira mais responsável de forma que a quadra festiva não leve consigo o pouco que resta da crise económica nacional, pois vale mais prevenir que lamentar…

Prontos! É tudo…

Recebam um abraço forte, com votos de boas festas, entrada e saída triunfal de 2017 para o esperado 2018.

Ir para topo