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Homem deve se reinventar para o trabalho

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Victoria-Diogo-300x200 Homem deve se reinventar para o trabalhoA Globalização, as mudanças climáticas, o crescimento demográfico, o desenvolvimento tecnológico, o aumento no nível de transacções financeiras, constituem os principais impulsionadores para mudança que afectam directamente o mundo e por conseguinte o mercado de trabalho. No passado, o Homem já se confrontou com a incerteza quanto ao futuro do trabalho, quando da revolução industrial, se olhava para máquina, o motor eléctrico, o telefone, havia receios e o homem teve que se reinventar ao longo da história e continuar a demonstrar a sua relevância e adaptabilidade, buscando formas de se manter empregável e sobreviver.

Para se precaver dos fenómenos acima indicados, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou em Dezembro de 2015 uma iniciativa, “ Futuro do Trabalho no Mundo” para a comemoração dos 100 anos da instituição que se comemora em 2019.

Na base desse lema, cada nação membro da OIT foi instado a organizar um debate no respectivo país sobre o “Futuro do Trabalho”. Foi neste contexto que o Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social na qualidade de ponto focal de Moçambique junto a OIT realizou sexta-feira última um debate subordinado ao tema “ Futuro do Trabalho”¸ que tinha como objectivo reflectir sobre os principais desafios e oportunidades ligados ao desenvolvimento e promoção do trabalho no País.

A pertinência do debate, que também se enquadra no âmbito da implementação da nova Política de Emprego, deve-se ao facto de estarem a ocorrer profundas transformações no mundo com impacto no mercado de trabalho, para as quais o Homem deve procurar reinventar-se para superar as tendências do mundo globalizado.

O debate de Maputo incidiu sobre três temas: “Trabalho e Sociedade”, “Empreendedorismo e Trabalho do Futuro para Jovens” e “Organização do Trabalho, da Produção e Governação no Trabalho”, apresentados, respectivamente, por Edmundo Werma (representante da OIT em Moçambique), Juscelina Guirengane (Presidente da ANJE-Associação Nacional dos Jovens Empreendedores) e MITESS, através da Direcção Nacional do Trabalho e da Inspecção-Geral do Trabalho.

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Para a ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, o debate, realizado durante a II Sessão Extraordinária da Comissão Consultiva do Trabalho Alargada, constitui uma plataforma certa e privilegiada para os mais diversos intervenientes darem o seu contributo sobre as tendências e desafios do mercado de trabalho no País.

Face às profundas transformações que se registam no mundo, em particular no mercado do trabalho, Vitória Diogo diz ser necessário aprender novas habilidades e desenvolver novas atitudes e mentalidade para triunfar no mercado de trabalho.

“Para além de termos que saber nos adaptar, temos que saber redefinir estratégias de como usar melhor as nossas habilidades para aprimorar e incrementar os nossos níveis de empregabilidade, a cada momento”, considerou a ministra.

Vitória Diogo também se referiu à criatividade, à inovação e à aplicação prática das ideias como elementos importantes para se ser competitivo no mercado de trabalho, bem como para abraçar o empreendedorismo. “A criatividade, a inovação e a aplicação prática das ideias traduzem-se em soluções que vão impulsionar o crescimento individual e institucional”, acrescentou.

Por seu turno, o representante da OIT em Moçambique, Edmundo Werna, referiu que o evento afigura-se como uma oportunidade não só para identificar desafios e potencialidades, mas também para gerar possíveis consensos sobre o futuro do trabalho em Moçambique no âmbito da nova Política de Emprego.

“As novas tecnologias têm muitas potencialidades mas também riscos, principalmente para as camadas populacionais com menos qualificações, daí a importância de investir sempre e mais na educação e na formação, e dar aos jovens a possibilidade de aceder a uma educação de qualidade para poderem competir a nível global”, concluiu Edmundo Werna.

O evento de Maputo terá replica nos Fóruns Provinciais de Consulta e Concertação Social e os resultados dos debates irão se traduzir em conteúdos que se juntarão aos dos outros países, permitindo, assim, que na Conferência Internacional do Trabalho de 2019, ano do centenário da OIT, se produza uma Declaração que influenciará os caminhos a seguir no domínio das relações laborais ao nível global.

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