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Dinheiro moderno em Moçambique

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O Presidente do Conselho de Administração do Moza Banco, João Figueiredo

O Presidente do Conselho de Administração do Moza Banco, João Figueiredo, explica na Banker Africa, de Dezembro, como o banco está a alavancar a inovação para se destacar no sector financeiro moçambicano.

Moçambique situa-se na África Austral e faz fronteira com Tanzânia, Malawi, Zâmbia, Zimbabwe, África do Sul e Suazilândia. O seu longo litoral no Oceano Índico, de 2.500 quilómetros, encontra-se a leste do Madagáscar. Está estrategicamente localizado, com quatro dos seis países com os quais faz fronteira sem litoral e, portanto, dependentes dele, como um canal para os mercados globais.

O país possui amplas terras aráveis, água, energia, recursos naturais, bem como o recém-descoberto gás natural, com o potencial de se transformar num dos maiores produtores de gás natural liquefeito (GNL) do mundo. Com bastantes recursos naturais, Moçambique tem assistido a um crescimento económico notável nos últimos anos.

O sistema financeiro do país também tem experimentado um crescimento significativo nos últimos anos após uma década de reestruturação. Apesar de ter um número considerável de instituições financeiras, o nível de inclusão financeira em Moçambique permanece relativamente baixo. Ainda existem vários obstáculos para a inclusão financeira nesse país da África Austral, a principal sendo a limitada extensão da rede de pontos de acesso aos serviços financeiros.

Moza Banco é um banco comercial que está se a destacar pela procura de formas inovadoras para promover maior acesso aos serviços financeiros em Moçambique, enquanto consolida a sua posição entre os principais intervenientes no sector financeiro Moçambicano. De acordo com o seu Presidente de Conselho de Administração, João Figueiredo, Moza Banco está focalizado em oferecer um serviço diferenciado com qualidade excepcional, através da oferta de produtos e serviços adaptados às necessidades específicas de cada cliente.

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“A maioria da população de Moçambique ainda não é bancarizada. Aproximadamente 20 por cento dos cerca de 15 milhões de pessoas adultas são formal e financeiramente incluídos”, disse Figueiredo. Há uma oferta relativamente pequena de produtos e serviços especificamente criados e comercializados para atender as necessidades de determinados segmentos sociais e empresariais, com fraco ou inexistente acesso aos serviços financeiros, tais como pequenos agricultores, famílias de baixa renda que vivem em zonas urbanas e peri-urbanas, pequenas e médias empresas. Aí é onde o Moza Banco entra.

Moza Banco possui a terceira maior rede de agências no país. No entanto, o seu PCA está bem ciente que este processo de inclusão financeira não pode só ser alcançado através da expansão física dos balcões.

“Deve ser um processo combinado, com um forte foco nos canais electrónicos ou na banca digital e através da ampliação da oferta de produtos e serviços que atendem as necessidades e preocupações das populações locais. Se olharmos para países similares, Brasil, por exemplo, que bancariza a maioria da sua população através do agenciamento bancário, eu penso que o agenciamento bancário e a banca móvel são soluções para aproximação à maioria da população Moçambicana.”

Moza foi pioneiro na introdução do projecto de agenciamento bancário em Moçambique, um serviço que permite aos clientes processar top ups, transferências, depósitos e pagar pelos serviços. “Os primeiros passos serão para a maioria da população aproximar-se ao banco, onde pode receber remessas de pessoas que vivem nas grandes cidades. As pessoas podem enviar dinheiro e realizar as principais transações bancárias. Além disso, elas podem criar a sua própria conta. Isso será extremamente importante porque a maioria da população ainda tem medo de entrar num banco — a mesma acha que é só para um certo tipo de pessoas”, disse Figueiredo.

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A inclusão financeira vai além do acesso ou disponibilidade de serviços financeiros; também envolve o uso eficaz desses serviços. “É por isso que o Moza Banco também está empenhado em promover a literacia financeira, uma vez que consideramos essencial para a inclusão financeira. Há grandes desafios, mas estes não são maiores do que a determinação, persistência e competências que o Moza já demonstrou.”

CONFIANÇA NO FUTURO

Figueiredo é optimista sobre o futuro do Banco, uma vez que este entrou numa nova fase, em que está melhor preparado para enfrentar futuros desafios.

“Há um enorme potencial humano e temos em vigor tecnologia e sistemas de infra-estruturas modernos e inovadores. Com estas ferramentas, mas principalmente com as pessoas muito talentosas que temos no Moza, estou bastante seguro que seremos bem sucedidos”.

Os accionistas do Moza Banco aprovaram um novo plano estratégico para os próximos anos. De acordo com o plano de negócios, um novo posicionamento é assumido, com base em alguns pilares fundamentais, que acredita-se que irão orientar a sua transformação e impulsionar a sua actividade comercial.

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