Linha férrea Chitima- Macuse: 20 mil postos de trabalho serão criados

em DESTAQUES/ECONOMIA/POLITICA por

Aguas-profundas-de-Macuse-300x200 Linha férrea Chitima- Macuse: 20 mil postos de trabalho serão criadosO Governo moçambicano e a Thai Moçambique Logística, empresa responsável pela construção da linha férrea Chitima-Macuse assinaram esta sexta-feira na localidade de Supinho uma adenda ao contracto inicial.

O traçado que vai ligar a província de Tete e Zambézia passa a ter mais 120 quilómetros , o traçado inicial da infraestrutura ferroviária cobria uma distancia de 500 quilómetros entre Moatize e Macuse conquanto para acomodar os interesses de empresas mineradoras que operam no interior da província de Tete, foi acordada que a mesma deve ter uma extensão de mais 120 quilometros, cobrindo Chitima e Macuse.

O projecto inclui a construção do porto de águas profundas na região de Macuse na Zambézia de onde serão exportados os mineiros e outros produtos da região centro de Moçambique e não só.

A adenda do acordo para a construção da linha férrea de 620 quilómetros entre Chitima e Macuse foi rubricado pelo Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, e pelo presidente do conselho de administração da Thai Mocambique Logistica, José Fonseca, na presença de membros do governo provincial da Zambézia, empresários e membros da sociedade civil.

Intervindo após a assinatura do acordo, Carlos Mesquita disse que as obras de construção da linha férrea iniciam no segundo semestre do ano 2019, podendo criar mais de vinte mil postos de trabalho, dos quais mil qualificados.

A linha férrea Chitima-Macuse vai viabilizar a construção do porto de águas profundas, um projecto âncora que vai alavancar a economia da província da Zambézia e relançar o Corredor de Desenvolvimento da Zambézia, ligando esta província aos países do Interland.

Carlos Mesquita disse que a linha férrea e o porto de águas profundas de Macuse vão criar valor acrescentado à economia da província da Zambézia de forma particular, e do país em geral, cabendo aos empresários nacionais tirar maior proveito, construindo armazéns transitórios e prestação de uma multiplicidade de serviços.

Leia:  SAÚDE: Governo vai contratar mais de 80% em 2018

Por seu turno, João Fonseca afirmou que a empresa que dirige está ansiosa em iniciar os trabalhos e o atraso no arranque das obras se deve à necessidade de alcançar consensos sobres aspectos técnicos e administrativos que imperam o projecto.