LIBERDADE & INDEPENDÊNCIA

4 ANOS SEM MAX LOVE: MDM saiu as ruas em protesto

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Quelimane (Txopela) – O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) amigos e colegas de Max Love, jovem assassinado pela guarda do então governador da província da Zambézia, Joaquim Veríssimo saíram está terça-feira as ruas em marcha de protesto contra a morosidade no julgamento do oficial de Policia que atirou mortalmente contra o músico Max-Love nas festividades da reeleição de Manuel de Araújo ao cargo de Presidente da Autarquia de Quelimane em 2013.

Até a data contabilizam-se 4 anos de “espera frustrada pela justiça do nosso sobrinho irmão e filho” reagiu Ascensão Chauchane em entrevista ao Jornal Txopela.

Os familiares do já considerado “mártir de Quelimane ” mostram-se indignados com as autoridades da administração da justiça pelo facto de “estarem a encobertar um criminoso e que não merece vestir as fardas da policia”.

O jornalista e activista social, Zito Ossumane que também participou da marcha de protesto recorda que “Max-Love foi baleado mortalmente na cabeça por um agente da policia de guarda residencial de Joaquim Veríssimo, Ex- Governador da Zambézia. Este crime teve lugar precisamente em frente a residencial oficial do Governador da Zambézia a 21 de novembro de 2013, um dia após o anúncio dos resultados das eleições autárquicas que deram a vitória à Manuel de Araújo candidato a presidência do Conselho Municipal pelo Movimento Democrático de Moçambique. O jovem festejava a vitória do seu partido quando foi alvejado e presenciei o acto tanto quanto disponibilizamos as partes interessadas os vídeos e fotos que incriminam um agente da policia e que trabalha para o comandante provincial da PRM nesta província na posição de segurança e motorista pessoal”.

A marcha durou mais de 5 horas de tempo e passou pelas principais avenidas e ruas da urbe tendo desaguado na praça da paz nas imediações do mercado central da cidade onde foi depositada uma coroa de flores em memória do músico e membro do MDM.

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Com cânticos e dísticos os populares exigiram celeridade do processo que visa culpabilizar e condenar o agente policial afecto a unidade de proteção de altas individualidades que tirou a vida ao músico. O caso encontra-se registado sob processo número 55/2014 cujo arguido chama-se Manuel João.

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