Tráfico de drogas em Quelimane com nova roupagem: Mulheres estão no comando do crime

em DESTAQUES por

Miguel-Caetano-PRM-Zambezia-300x150 Tráfico de drogas em Quelimane com nova roupagem: Mulheres estão no comando do crimeQuelimane (Txopela) — O número de mulheres envolvidas no crime tende a aumentar nos últimos dias em Quelimane. Uma senhora encontra-se sob custódia policial na 1ª esquadra da Policia da República de Moçambique (PRM) em Quelimane, acusada de ser a cabecilha de um grupo de quatro indivíduos que se dedicavam à venda e consumo de drogas no Bairro Torrone velho, algures na cidade de Quelimane.

Segundo Miguel Caetano, Porta-voz do Comando Provincial da Policia da República de Moçambique na Zambézia, a indiciada foi surpreendida na posse de quantidade não especificada de cannabis sativa, vulgarmente conhecido por Suruma, na companhia dos seus fregueses e cúmplices.

Falando no habitual briefing semanal aos órgãos de comunicação social, Miguel Caetano disse que a apreensão daquela droga e a consequente captura dos quatro indivíduos resulta de uma acção operativa da PRM no seguimento das suas acções no bairro Torrone velho, localização geográfica que considera ser o bastião do tráfico e consumo de drogas na cidade de Quelimane.

A indiciada nega as acusações que pesam sobre ela alegadamente porque o negócio pertence ao seu marido que se encontra doente.

Galinda Mulevá, explica que o seu marido ora enfermo dedicava-se ao negócio de venda de roupa usada, entretanto, movido pela doença que padece, o esposo teve que mudar de estratégia comercial passando a vender a Suruma, negócio que a acusada diz que vem sendo levado a cabo há já um mês.

Os restantes três comparsas no crime negam o seu envolvimento alegadamente porque estavam apenas em lugar errado numa altura errada.

José Mário João, cunhado da Galinda diz que se encontra em situação de detento por estar a seguir a sua cunhada que estava sendo recolhida pela policia. O acusado diz-se surpreendido com o facto de ele se encontrar incluso no clube de traficante e consumidores de drogas visto que ao seguir a comitiva policial, apenas tencionava inteirar-se do que estava acontecendo.

Leia:  Mil empresas não canalizam dinheiro ao INSS — Instituição perdeu 10 milhões de meticais em 2016

Os restantes dois, dizem desconhecer os reais motivos que os levaram a recolher as celas porque segundo explicamestavama fazer o seu trabalho de rotina na oficina de bate-chapa quando a policia os surpreendeu e recolheu a esquadra.