Rácio população-polícia trava esforços de combate ao crime em Cuamba

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Cuamba (Txopela) — O distrito de Cuamba, sul da província do Niassa, tem vindo a registar um recrudescimento incomum da criminalidade, nos últimos tempos.

Com recurso à arma de fogo e outros instrumentos contundentes, nomeadamente catana, faca e machado, os malfeitores escalam várias residências, numa só noite, a fim de retirarem aparelhos electrodomésticos, motorizadas e outros bens considerados rentáveis.

Na eventualidade de um determinado agregado familiar não dispor de bens a altura dos interesses dos meliantes, eles partem para o abuso sexual de mulheres ali existentes e/ou rapto de menores, como acto vingativo.

Citadinos residentes naquela circunscrição geográfica, que falaram à nossa reportagem, na condição de anónimato, mostraram-se apreensivos com a situação e profetizam dias piores para os “cuambenses” e não só. Questionam, entretanto, o papel da Polícia da República de Moçambique (PRM) na mitigação desta problemática, para a qual apontam o dedo acusador, por entender que certas quadrilhas que se dedicavam no assalto às residências, contam com os agentes da PRM e FADM como seus integrantes, isto pelo facto de, vezes sem conta, os bandidos trajarem uniforme policial e/ou milita.

Chamada a se pronunciar relativamente à esta preocupação, a Polícia da República de Moçambique (PRM), em Cuamba, na pessoa do chefe das Operações, Bilarto Mbalango, referiu que aquele distrito tem características bastante desafiadoras ao nível da zona norte do país, por ser uma região de convergência de oito vias de acesso, sendo três ferroviárias ligando Nampula-Cuamba, Cuamba-Lichinga e Cuamba-Entre Lagos, e oito terrestres estabelecendo a comunicação entre Nampula-Lichinga, Cuamba-Metarica, Cuamba-Mecanhelas e Cuamba-Gurúè, na Zambézia.

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