Delineadas estratégias de combater a violência contra menores em Nampula

em DESTAQUES/SOCIEDADE por

Agostinho Miguel

Cidade-de-Nampula-300x150 Delineadas estratégias de combater a violência contra menores em NampulaNampula (Txopela) — O governo da província de Nampula, através da procuradoria provincial, em coordenação com a sociedade civil, estiveram reunidos há dias em Nampula, onde passaram em revista formas de combate à violência contra menores, e a valorização dos direitos de protecção na sociedade em que estão inseridos.

No simpósio, foram igualmente debatidos métodos de mitigação da problemática dos casamentos prematuros, outro problema que apoquenta sobremaneira vários extractos da sociedade civil moçambicana, facto que preocupa o governo.

Outrossim, a província de Nampula é apontada como sendo a que mais casos de casamentos prematuros regista, fixando-se em 62% da sua repercussão, em relação outras províncias do País pelo facto de possuir a maior densidade populacional.

Várias mensagens de sensibilização foram tornadas públicas com vista ao abandono de actos que intimidam a evolução física e psicológica dos petizes, saída encontrada para trazer alento aos que dia e noite envidam esforços para estancar este mal.

Actualmente, varias são as organizações têm se desdobrado a vários níveis, na busca de soluções possíveis, de modo que as crianças desfrutem os seus direitos, que no entanto nem sempre tem sido cumpridos na totalidade, segundo palavras do Procurador Provincial de Nampula, Nazimo Aly Mussá.

Para NazimoMussá, este é o tempo que serve não só para o estudo aprofundado da violência contra as crianças, mas para o reforço de laços de amizades, traduzido em ambiente de união no seio dos que querem ver este mal na ponta final.

AlyMussá Precisou que, o aumento de número de crianças em situações vulneráveis ou de riscos propicia de algum modo que as crianças sejam vítimas de violências de todo tipo chegando a contribuir para o recrudescimento de fenómenos ligados ao tráfico de seres humanos.

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“Aqui, chamamos a atenção aos pais e encarregados de educação a se fazerem valer dos seus estatutos de pai, deixando por trás todas as práticas costumeiras, pois prejudicam de certa maneira o desenvolvimento da própria criança”- Palavras de Mussá.

O nosso interlocutor lembrou na ocasião que para se fazer a réplica das soluções adquiridas na reunião pelas comunidades, os membros envolvidos deverão exibir o espírito de persuasão as comunidades.

Importa referir que estiveram a partilhar ideia na mesma mesa, várias organizações da sociedade civil moçambicana, com destaque a World Vison, vários peritos da justiça incluindo o governo local.