“Não é bom criar falsas expectativas” -Maria Madalena, Delegada do INGC- Zambézia.

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Evacuação da população do Bairro Novo do Padeiro em Quelimane

Jacinto Castiano

Quelimane (Txopela) – O Instituto Nacional de Gestão e Calamidades (INGC) da Zambézia, diz ser necessário uma averiguação para que se apure se efectivamente pode-se ou não retirar aquela população para um local considerado seguro.

A informação foi avançada pela respectiva delegada, Maria Madalena, em entrevista exclusiva ao Jornal Txopela, em resposta ao que a população teria avançado recentemente através do desta publicação, referindo-se da sua disponibilidade em se retirar daquela zona que reconhecem ser de risco pela sua localização, para uma outra que seja mais segura, conforme noticiamos na edição 27 desta publicação.

Abordada a Delegada do INGC a respeito do assunto, esta referiu que não se pode dizer com exactidão se pode ou não evacuar as pessoas e explica, É por todos sabido que Quelimane é um município, assim, em condições de terem que ser evacuados, primeiro tem que se avaliar a situação real, o que está a acontecer, em que condições as pessoas estão, porque neste momento dizer que sim estamos em condições estaríamos a criar expectativas que não são boas, porque as pessoas estão a criar um hábito de irem construir em zonas impróprias para habitação e inclusive tiram poucos bens que têm e vão colocar num sitio que sabe ser problemático. Avançar com precisão seria falsas promessas. Estuda-se caso a caso avalia-se a situação e depois toma-se uma decisão”, – referiu.

Na mesma entrevista, a Delegada do INGC, referiu que a zona do Padeiro é realmente uma grande preocupação para o Instituto Nacional de Gestão e Calamidades da Zambézia, porque as habitações estão a aumentar de forma exponencial, quisemos saber como as casas surgiram, se existe uma postura municipal e a resposta que nos foi dada foi de que quando as construções começaram naquele local, eram demolidas mas há uma dada altura passou para fora de controlo, inclusive, motivado por aquilo que chamou de jogos políticos.

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Maria Madalena, entende que há uma necessidade de se tomar uma decisão corajosa por parte do governo sobre as zonas de risco, pois trata-se de uma preocupação não só de Quelimane mas Nacional.

Na ocasião, a delegada do INGC, referiu-se que Icídua, um outro bairro que tem estado a merecer atenção, tal também é o caso das proximidades do Rio Licungo em Mocuba e outras Zonas. Em Mocuba, colocamos placas de proibição de construção nas zonas próximas do Rio, mas parece que aumentou a situação e nestes pontos se chover só uma semana teremos problemas”,- lamentou a dirigente.

“Não podemos pedir favor para quem está num sítio inadequado”, citou o PR, mas nós temos que nos organizar e ver quem faz o quê, disse a nossa interlocutora.

Quando vamos ao município, por exemplo, responsável pela circunscrição este diz que o INGC é que deve tirar as pessoas, isso não funciona, a nossa tarefa não é demolir casa, podemos até mapear como zona de risco mas de forma conjunta temos que trabalhar para algumas medidas corajosas em todas zonas que se consideram de risco.

Uma acção conjunta significa uma observação cerada das instituições. “Se nós como INGC estamos a dizer que aquela é uma zona que não pode ser habitada e em contrapartida a EDM dá energia, FIPAG da água, não estamos a agir de forma conjunta, porque a pessoas diz, bom, se estou numa zona inadequada então porquê me dão condições básicas”, – concluiu Maria Madalena. #