CONFLITO POLÍTICO MILITAR: “Batata Quente” nas mãos de Filipe Nyusi

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Editorial

Pelo tom das suas declarações esta sexta-feira, (03 de Fevereiro) Afonso Dhlakama em teleconferência na Delegação Politica da RENAMO em Quelimane não é difícil acreditar de que a RENAMO se esteja a preparar para os próximos pleitos eleitorais e não para a guerra, possivelmente motivado pela crença, entre alguns dos seus dirigentes, de que é possível arrancar o poder pela via democrática.

Promessas de cessão de hostilidades, reactivação dos circuitos políticos nos bairros, municípios e distritos da Zambézia foram as mensagens passadas pelo líder da maior força política da oposição em Moçambique aos seus correligionários num discurso de perto de meia hora de duração. Resumidamente, Afonso Dhlakama deixou a famosa “batata quente” a Filipe Nyusi, Presidente da Republica de Moçambique, como sendo ele a única pessoa que pode viabilizar as pretensões da RENAMO relactivamente a rápida volta ao convívio político normal e o regresso a estabilidade (Paz).

Há algum tempo ganhava espaço a ideia de que o Presidente Filipe Nyusi é uma figura com pensamentos liberais, mas que a sua actuação estava a ser estorvada por forças moralistas no seio do partido Frelimo. A especulação era de que essas forças eram poderosas que não possibilitavam Filipe Nyusi avançar com as suas ideias.

Os últimos acontecimentos, mormente a trégua acordada entre os dois beligerantes provou o contrario de que ambos têm poder suficiente para devolver aos moçambicanos, a paz.

Neste momento de abertura total de Afonso Dhlakama, apela-se ao Presidente da Republica para tudo fazer em nome de milhares de cidadãos moçambicanos para repor a paz que a bastante tempo esta ausente. Os efeitos nefastos desta guerra são notórios em quase toda extensão territorial deste Moçambique. Neste momento de esperança urge a necessidade de todas as forças vivas unirem-se para apoiar o alcance da PAZ.

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Paz significa ausência de forças militares com mandato de mutilar, aniquilar membros de partidos da oposição. Paz significa convivência sã e harmoniosa para todos sem distinção de cor, raça e preferência política.