CMCQ não tem dinheiro para a construção de novas pontes

em DESTAQUES/SOCIEDADE por

Joana Cuambe

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Ponte sobre o Rio Chipaca em pécimas condiçøes

Quelimane (Txopela) — O Conselho Municipal de Quelimane através de Yassin Calú, Vereador de Infra-estruturas e Construções confessa que a instituição não possui musculatura financeira suficiente para resolver os problemas de desabamento das pontes sobre os rios Chipaca, Namuinho e Janeiro. As pontes desabaram na sequência das chuvas e enxurradas registadas nos princípios de 2015 um pouco por todo Moçambique, onde culminou com a destruição de diversas infra-estruturas cujos danos são até hoje conhecidos.

Das intervenções feitas pela edilidade destacam-se a operação no sentido sul da ponte sobre o rio Janeiro e onde ficou registado em termos de gastos um total de três milhões e vinte seis mil meticais.

Ao que apuramos a edilidade não tinha pretensão de colocar uma nova infra-estrutura apenas levantar a mesma infra-estrutura metálica colocada a mais de 15 anos e que pelo tempo começa a ceder à força da natureza. A acção consistiu na colocação de placas retiradas de outras pontes e que apresentavam problemas devido ao seu tempo de uso. Yassin Calú afirma terem sido adquiridas tais placas de três metros cada em extensão, neste sentido após a intervenção a ponte aumentou mais nove metros.

Um mês depois da conclusão do trabalho, com erosões frequentes a ponte desabou novamente desta vez na zona norte tendo necessitado de uma outra ginástica financeira e de recursos. O nosso interlocutor afirma que neste momento a ponte já esta a ser reabilitada, e que sofrerá mais um acréscimo o que significa que a ponte deixara de ter os actuais 30 metros e passará a ter 52 metros de comprimento.

“Este trabalho está dependente da maré o que quer dizer que quando a maré estiver alta não tem como trabalhar, o trabalho tem a duração de 30 dias”.                                                    Realçou Yassin Calú para depois explicar que as pontes metálicas não foram concedidas para camiões de grande tonelagem, e que só será permitida com a conclusão dos trabalhos a passagem no máximo de carrinhas de 3,5 toneladas.

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Entre as medidas anunciadas para impedir a passagem de viaturas de grande porte, o Conselho Municipal de Quelimane tenciona colocar lombas que não permitirão a passagem de grandes tonelagens, como forma de aumentar a durabilidade das pontes.

Município de Quelimane culpa Governo da Frelimo

O Conselho Municipal de Quelimane já encontrou culpados para todos esses problemas, Yassin Calú, responsável pelo sector que superintende questões de Infra-estruturas e Construções ao nível do raio autárquico aponta o dedo acusador ao Governo Provincial por ao longo dos últimos quinze anos não ter aberto nenhum concurso público para aquisição de placas para a reabilitação das pontes em alusão.