Atraso das obras do Mercado de Sangariveira em Quelimane: Comerciantes de costas viradas para o Conselho Municipal

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Por: Jacinto Castiano –


Quelimane (Txopela) – O bairro Sangariveira arredores da cidade de Quelimane, beneficiou-se de um projecto de construção de um mercado de raiz nos finais do ano 2015.

O projecto enquadra-se no âmbito do Orçamento Participativo (OP), disponibilizado pela edilidade, que consiste em fazer auscultação e por via de votação, a população indica o que bem entende ser prioritário e nesse contexto, a população de Sangariveira, escolheu a construção de um mercado de raiz.

Ora, tendo sido feita a escolha, o Conselho Municipal da Cidade de Quelimane iniciou a 30 de Dezembro do ano 2015, a construção daquela infraestrutura cuja execução seria num período de três meses, portanto, a obra tinha que estar concluída especificamente a 30 de Marco de 2016, mas até agora nada.

Facto é que nas vésperas do arranque das obras, os comerciantes teriam sido movimentados para cerca de 100 metros do local provisoriamente, enquanto a obra é executada. Mas o tempo passou demais, tanto os comerciantes quanto a proprietária do terreno aonde funciona o mercado de maneira provisória, têm um olhar amargurado ao CMCQ, pois não está a conseguir cumprir com o prometido, portanto há um clima de desconforto.

A reportagem do Jornal Txopela pode ouvir alguns cidadão reclamar sobre a situação e de forma unânime pedem para que a situação seja ultrapassada com maior urgência possível, sob pena de virarem as costas para o Conselho Municipal.

Manhiça Paulo, comerciante, disse visivelmente agastado que a situação do atraso do mercado esta a causar mau estar, pois, as multas são cobradas em dois lado, por parte dos fiscais do Conselho Municipal e a proprietárias do terreno. “Pagamos dono do terreno e pagamos também os fiscais do Conselho Municipal, isso incomoda. Não ajuda você levar suas coisas para vender e depois não sai nada, pagas por cima fiscal e dono do terreno, era bom que o mercado terminasse com urgência”, – pediu.

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Beatriz Manecas, vendedeira, disse à Reportagem do Txopela, que aquela que é a fonte de sua renda familiar, isto e, comercialização da farinha a retalhe, pode deixar se ser, porque a dona do espaço quer lhes correr.

“Nós pagamos, multa todos os dias cerca de 5 meticais, nesse caso 3 para o CMCQ, 2 para dona do terreno, para quem está bem isso não significa nada mas para nós que vendemos farinha em copo, é muito dinheiro, porque no final do dia os nossos filhos esperam por esses dois meticais” – lamentou.

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