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QUELIMANE: Água não chega às torneiras

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— FIPAG acusada de cobranças ilícitasFonte-de-Agua-Tete--300x200 QUELIMANE: Água não chega às torneiras

O fornecimento de água potável à população residente no município de Quelimane está a revelar-se uma dor de cabeça nos últimos nove meses não só para os clientes do Fundo de Investimento Património e Abastecimento de Agua – FIPAG, empresa responsável pela gestão e distribuição de água em Quelimane mas também para a própria direcção.

O fraco fornecimento de água nos bairros mais populosos da cidade de Quelimane é bical e a população exige uma intervenção das autoridades governamentais na solução da crise de água que se verifica na autarquia, o certo é que o facto esta a gerar debates acessos ao nível da mídia local, organizações da sociedade civil e instituições de nível municipal e não só.

Os bairros de Torrone novo, Saguar, Micajune, Floresta, Manhaua, Santagua, são tidos como os mais afectados com o fraco abastecimento de água, onde relatam-se casos onde semanas completas se foram sem jorrar água nas torneiras entretanto na lista perfilam varias outras zonas como por exemplo Inhangome e Icidua cuja intervenção do FIPAG não é notória.

A população é obrigada a recorrer ao uso da água dos poços que possui altos níveis de salinidade e que segundo os cidadãos entrevistados pelo TXOPELA é usada apenas para a higiene individual e utensílios domésticos.

Facto agravante é que aquela empresa mesmo sem fornecer água aos seus clientes tem vindo a fazer cobranças sistemáticas, situação que esta a aborrecer aos utentes daqueles serviços “Estamos a ser cobrados o que? O FIPAG esta a roubar-nos, nós não temos água há uma semana nesta casa e ainda assim no final do mês virá uma factura gorda entretanto, água que é bom nada”.— Declarou ao TXOPELAJessica Mateus, moradora do bairro Floresta.

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Os cidadãos falam de cortes sistemáticos de abastecimento de água, de cobranças em meses onde as torneiras se mantiveram secas e da falta de transparência no acesso à água. De fontes seguras que o SEMANÁRIO TXOPELA ouviu, estas garantem de que o problema tem a ver com a falta de investimentos na aquisição de equipamento para abastecimento de água ao ritmo do rápido crescimento do município, facto é que a empresa não tem capacidade para bombear água para as famílias devido ao equipamento que para já não tem capacidade para distribuir o precioso líquido a todos os bairros da autarquia de forma permanente, tendo a empresa adoptado a estratégia de distribuir faseadamente por zonas em três períodos diários segundo explicaram funcionários afectos ao departamento de operações daquela empresa.

Actualmente o FIPAG nos bairros onde não é possível fornecer através das torneiras dos clientes devido a fraca pressão, efectuam-se a distribuição de água via camiões-tanque pelo menos uma vez por semana com vista a garantir água para os seus clientes.

Em 2013, o Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água — FIPAG na Zambézia inaugurou 5 novos furos de captação de água em Licuar e 6 em Nicoadala Sede com uma capacidade de produção de dezasseis mil metros cúbicos por dia, facto que na época previa-se o aumento no nível de abastecimento de água na cidade de Quelimane, um investimento avaliado em mais de 13 milhões de meticais.

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