Para responder a eventos extremos: Zambézia possui cerca de 27 milhões

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Zambézia-possui-cerca-de-27-milhões-300x168 Para responder a eventos extremos:  Zambézia possui cerca de 27 milhõesQuelimane (Txopela) – O Instituto Nacional de Gestão e Calamidades (INGC) ao nível da província da Zambézia está preparado para fazer face a eventuais fenómenos catastróficos que decorrem na província nos próximos tempos.

A garantia foi dada pela Delegada do Instituto Nacional de Gestão e Calamidades (INGC) Maria Madalena numa entrevista particular que concedeu ao Semanário Txopela na manhã de quarta-feira no seu gabinete de trabalho.

Maria Madalena citando a previsão do SARCOF, explicou que a província da Zambézia é uma das que terá chuvas normais com tendências para acima do normal, uma situação que logo a prior semeia um clima de preocupação tendo em contas o cenário dramático que a província passou no princípio de 2015, onde para além de destruições e perda de bens, pessoas pereceram.

Para o efeito, o INGC já possui um plano de contingência e segundo avançou a nossa entrevistada, o referido plano é de três cenários, como é tradicional. No primeiro cenário estão questões como inundações, pequenos ventos em algumas vilas. No segundo aponta-se a questão de cheias propriamente ditas e podem ser até em magnitude não muito alta no verdadeiro sentido do termo, e no terceiro cenário estão as cheias de facto.

De acordo com a fonte, já existem propostas orçamentais para dar resposta aos três cenários anteriormente mencionados, propostas que inclusive já foram aprovadas pelo Conselho de Ministros.

“No primeiro cenário estamos a falar de 45 mil pessoas, no segundo 235 mil e no terceiro cenário que não difere muito do segundo com acréscimo dos sismos que ainda não constituem risco para o pais e nesse caso com pouco ou mais de 500 pessoas acima do segundo cenário”, – e continuou “para responder ao primeiro cenário o INGC possui cerca de 4 milhões de meticais no segundo 6 milhões e no terceiro 9 milhões. Estou a falar do INGC mas também como no ano passado, os sectores têm os seus orçamentos”.

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A delegada do INGC, disse na ocasião que a maior pretensão da sua instituição é que cada um dos sectores intervenha na questão da gestão do risco e a questão não pode ser vista como sendo exclusivao do INGC, por isso, disse Madalena, todos os sectores intervenientes por exemplo, Educação Saúde, Género Criança e Acção Social, Defesa também tem os seus orçamentos. “A província toda para o primeiro cenário tem 15 milhões, para o segundo 20 e para o terceiro 27 milhões”.

Na sequência a fonte fez saber que possui nos seus armazéns algumas provisões. Mesmo sem avançar números garantiu que existem tendas, dois barcos, adquiridos através do Orçamento de Estado (OE). Na sequência, a dirigente assegurou que brevemente serão colocados cerca de 10 toneladas de arroz nos armazéns do INGC, um donativo chinês para resposta a fenómenos extremos. Igualmente a COZAC, (Concerne, Oxfam, Acção Agrária Alemã), parceiros do governo, estão a fazer aprovisionamento de redes mosquiteiras, mantas e baldes.

A fonte disse que a área é complexa, pois trabalha-se com previsões no tempo exacto em que os fenómenos acontecem pode vir mais e pode vir menos do que estava previsto.

De acordo com a nossa interlocutora, uma das actividades que esta sendo levada a cabo é a formação dos agentes para comités de gestão de risco a nível dos distritos para que ao se verificar qualquer tipo se situação extrema, saibam dar resposta para não estarem reféns do apoio do nível provincial, nacional e ou mesmo internacional.

Entretanto, o INGC, chama atenção para que as famílias se posicionem melhor e sobretudo abandonem as zonas de risco para que na ocorrência de fenómenos calamitosos não haja perda de vidas humanas “podemos ate perder bens mas vidas humanas não pode ser perdida de qualquer maneira”, – advertiu.

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