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Fogo nos depósitos de lixo em Quelimane: Fenómeno novo e perigoso

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Contentores-de-Lixo-em-Quelimane-300x200 Fogo nos depósitos de lixo em Quelimane: Fenómeno novo e perigosoQuelimane (Txopela) – Nos últimos tempos tem sido quase frequente encontrar fogo acesso nas lixeiras ao longo das avenidas da cidade de Quelimane, um fenómeno que carrega consigo vários perigos tendo em conta que pelas mesmas avenidas passam viaturas a diesel e gasóleo, combustíveis altamente inflamáveis e voláteis e não só, está patente inclusive a poluição ambiental para alem da grave violação da postura municipal.

Este fenómeno é visível, todavia a maior dificuldade prende-se em saber de onde realmente vem o fogo e quais as razoes por detrás deste fenómeno.

Para encontrar uma possível resposta a essa questão, a nossa Reportagem procurou ouvir Casimiro da Cruz Pedro, Director da Empresa Municipal de Saneamento (EMUSA), entidade responsável pela recolha tratamento e depósito de lixo ao nível da autarquia de Quelimane.

Entretanto Casimiro da Cruz Pedro afirmou que a causa do crescimento deste fenómeno, é a falta de controlo dos fogões a carvão por parte dos munícipes.

Na sua abordagem, o Director da EMUSA explica que quem coloca o fogo nos contentores são os munícipes, justificando com o facto de que mais de 80% da população da cidade de Quelimane usa o fogão a carvão vegetal.

Para o nosso interlocutor, os munícipes conscientes ou inconscientes recolhem cinzas com fogo não extinto, atiram para o lixo e estas por sua vez em contacto com algum material volátil e por influência de vento acaba criando chamas.

“O primeiro perigo começa em casa, porque uma criança pode pegar nas cinzas quentes e queimar-se, como também uma casa de construção precária, coberta a macubar (folhas de palmar) como também, pode criar danos maiores porque maior parte dos carros são movidos a gasóleo em contacto com um contentor em chamas pode acabar criando uma explosão”.

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Da Cruz não descarta a possibilidade de fogo ateado propositadamente todavia escusa-se em afirmar categoricamente porque segundo disse a instituição na qual dirige não se pode valer deste pressuposto pois não dispõe de provas para chegar a essa conclusão.

Entretanto a Empresa Municipal de Saneamento através do seu representante afirmou que tem vindo a fazer um trabalho de base direccionado à sensibilização dos munícipes e que os munícipes devem aprender sobre os perigos que a não observação desses cuidados no momento da recolha das cinzas pode causar.

Um outro facto apontado por aquele dirigente, tem a ver com a redução do tempo de vida dos contentores que segundo disse, a edilidade desembolsa cerca de 100 mil meticais por cada, um esforço para ver os problemas de saneamento minimizados e ou resolvidos mas que os munícipes estão a deitar à baixo este esforço através de suas práticas.

“O carvão é barato e faz bem mas as suas consequências quando não controladas aumenta oxidação do metal e reduz a durabilidade dos mesmos e consequentemente a redução da capacidade na recolha de lixo o que iria submeter o município a recolha rudimentar nesse caso, voltando a usar a pá manual”, – concluiu.

Refira-se que estes fenómenos, acontecem numa altura em que a província tem vindo debater-se com um nível assustador de incêndios a nível dos mercados, uma situação que está a tirar sono as autoridades muito por conta de não se conhecer efectivamente de onde aparecem as chamas que depois devoram os mercados. (Joana Cuambe)

 

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