Complexo Marina Gany pode desaparecer

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DSC0010-300x201 Complexo Marina Gany pode desaparecerO Complexo Marina Gany poderá ser consumido pelo Rio dos Bons Sinais em Quelimane, trata-se de uma erosão costeira que nos últimos dias vem consumindo de forma acelerada parte do espaço onde esta erguido um dos mais antigos complexos turísticos da cidade de Quelimane.

Localizado na zona nobre da cidade, adjacente ao palácio do governador da Zambézia, Abdul Razak, Marina Gany como vulgarmente é conhecido o espaço já proporcionou momentos áureos aos visitantes e não só pela sua posição privilegiada e pela qualidade dos seus serviços, entretanto a administração do empreendimento vê-se nos últimos tempos “sufocada” com o dilema que enfrenta.

Num esforço devotado para travar a fúria das águas, os responsáveis tem levado a cabo trabalhos de plantio de mangais, alocado sacos de areia, pedras de grande volume, tudo no sentido de desacelerar a erosão que ameaça a curto prazo a existência do complexo. Entretanto, o Semanário Txopela conversou com utentes daquele espaço, os nossos interlocutores lamentam o facto e sugerem a intervenção do Conselho Municipal e da Direcção Provincial do Turismo da Zambézia no assunto.

“A administração deste estabelecimento já faz muito para que este espaço não seja consumido pela fúria das águas, entretanto pelo valor turístico e histórico que tem, sou forçado a dizer que as instituições públicas deviam colaborar para que não desapareça, um esforço conjunto podia terminar na recuperação total deste sítio”.— Opinou Lurdes Amaral, uma cliente abordada pelo Txopela esta quarta-feira.

Sabe-se de fontes do Marina Gany de que o assunto é do conhecimento do Conselho Municipal de Quelimane e da Direcção Provincial de Cultura e Turismo, entretanto as duas entidades não prestaram qualquer ajuda até ao momento, embora os seus dirigentes frequentem o local na sua vida privada ou Professional. A situação esta a deixar preocupado os funcionários do estabelecimento que vem a porta do desemprego em frente, tal como dizem, “se isto ruir, estamos no olho da rua seguramente, preocupa-nos porque este é o único emprego que temos e dependemos disto para alimentar os nossos filhos e alguns os estudos ”— lamentou um dos funcionários.

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