Sector de Transportes e Comunicações regista crescimento

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Participantes_no_Conselho_Coordenador-300x182 Sector de Transportes e Comunicações regista crescimentoO sector dos Transportes e Comunicações registou um crescimento de 2.3% no primeiro semestre do presente ano, embora o seu desempenho tenha sido afectado negativamente por diversos factores, tais como a redução dos preços das “commodities” no mercado internacional, instabilidade político-militar que se vive na zona Centro, a seca nas regiões Centro e Sul, bem como as cheias que assolaram o Norte do País. Em 2015, o Sector cresceu em 9.8%, superando, deste modo, a cifra programada de 9.1%.

Entretanto, apesar deste crescimento, o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, intervindo na última sexta-feira, 15 de Julho, por ocasião do encerramento do XXXIV Conselho Coordenador, que teve lugar na cidade da Matola, província de Maputo, reiterou a necessidade de o sector continuar a inovar e investir de forma integrada e coesa, desenvolvendo acções que garantam o melhoramento do Produto Interno Bruto do pelouro.

Segundo Carlos Mesquita, o sector que dirige tem enormes desafios, com destaque para as prioridades definidas pelo Governo, inscritas no Plano Quinquenal do Governo (2015-2019) e no Plano Económico e Social de 2016, nomeadamente nos sectores da marinha, rodoviário, aviação civil, ferro-portuário, meteorologia e telecomunicações.

“Reiteramos a necessidade de agirmos com transparência nos nossos actos, promovendo a poupança e o controlo efectivo na execução do Plano Económico e Social de 2016”, referiu o dirigente.

No seu discurso, Carlos Mesquita apelou aos presentes à observância das medidas de austeridade, para fazer face à situação que o País atravessa. Mas para que tal surta os efeitos desejados, é necessário que “tais medidas sejam implementadas com rigor, determinação e responsabilidade”.

Contudo, alertou o ministro, tais medidas não devem impedir o cumprimento integral das obrigações e desafios do sector, sendo, por isso, imperioso que sejam considerados elementos da motivação dos quadros, principal activo das instituições.
Igualmente, é necessário assegurar que os cortes a serem feitos no âmbito da austeridade incidam sobre as despesas adiáveis, cujo impacto não compromete a implementação dos planos estabelecidos.

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O Conselho Coordenador reiterou que apesar de todas as adversidades que caracterizam a actual conjuntura, o sector deve assegurar o cumprimento das metas planificadas; reestruturar as empresas do sector com vista à sua rentabilização; constituir uma equipe muiti–sectorial para uma reflexão sobre os pontos de entrada aeroportuários; implementar acções concretas para a redução da sinistralidade rodoviária e marítima; desenvolver acções para a melhoria dos serviços prestados ao público pelo INATTER; acelerar a implementação das acções definidas para a revitalização da cabotagem marítima; melhorar a mobilidade e oferta dos serviços de transporte público urbano; concluir a reabilitação da linha férrea Cuamba/ Lichinga Implementar os projectos de aumento de capacidade de transporte ferroviário, nas linhas férrea de Machipanda e Ressano Garcia Prosseguir com a reabilitação e expansão do Porto de Nacala, Fases II e III; prosseguir com a dragagem dos portos de Maputo, Beira e Quelimane e o aumento da capacidade de manuseamento do Porto da Beira; melhorar a oferta e qualidade do serviço de transporte aéreo.

O Conselho Coordenador decidiu ainda pela expansão dos serviços de telecomunicações de banda larga para as zonas rurais; implementar a migração digital da radiodifusão analógica para digital, nos termos aprovados pela SADC; estudar a possibilidade da introdução de embarcações na travessia Machangulo/ Inhaca, entre outras.

Refira-se que o XXXIV Conselho Coordenador, que decorreu sob o lema “Transportes e Comunicações: Promovendo o Desenvolvimento do Capital Humano, Infra-estruturas, Logística e Serviços de Qualidade”, teve como objectivo reflectir sobre o desempenho do sector em 2015 e durante o primeiro semestre de 2016, assim como avaliar o grau de implementação e traçar estratégias para a materialização dos projectos prioritários, inscritos no Programa Quinquenal do Governo (2015-2019) e no Plano Económico e Social de 2016.