Porto de Macuse e linha férrea vão custar 3 biliões de dólares

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MacuseA construção do porto de águas profundas de Macuse e da linha férrea, entre Moatize, em Tete, até Supinho, na Zambézia, no centro de Moçambique, numa extensão de 500 quilómetros, vai consumir cerca de 3 biliões de dólares norte-americanos.

Ao anunciar o facto, sexta-feira, em Quelimane, Abdul Carimo Isá, presidente do Corredor de Desenvolvimento da Zambézia (CODIZA) disse que as obras deverão iniciar no primeiro trimestre do próximo ano. Trata-se de um projecto que tem como accionistas o CODIZA, a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e uma empresa tailandesa. Falando à saída de um encontro com agentes económicos, Isá garantiu que o projecto de construção da linha férrea e do porto é para avançar. Para o efeito, já foram investidos mais de 60 milhões de dólares norte americanos em estudos de viabilidade económica e ambiental, para a implementação do projecto. Isá apontou, como um dos desafios a divida pública de Moçambique que acentuou as dificuldades do consórcio para obter financiamento internacional, para a implementação do projecto. Inicialmente, segundo ele, a única dificuldade era a queda do preço do carvão, a principal mercadoria que vai ser escoada a partir do futuro porto.

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