Milhões de afectados pela seca vão receber apoio do governo e parceiros

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SECA 1O governo através do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades INGC anunciou semana finda o apoio a 1.5 milhões de afectados pela seca no Pais. O porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades Paulo Tomas disse que há um conjunto de esforços que o governo esta encetar visando arrecadar ajuda alimentar e financeira para apoiar aos moçambicanos afectados pela seca na região centro e norte do Pais.

Advogou que mais de três mil toneladas de arroz serão distribuídas as famílias afectadas pela estiagem. A Agencia dos Estados Unidos para o Desenvolvimento-USAID prontificou-se em apoiar com 400 milhões de dólares em angariação alimentar com vista reduzir eventuais bolsas de fome nas regiões assoladas pela intempérie que ja se faz sentir com alguma gravidade.

A fonte citou a disponibilidade de um outro pacote de ajuda humanitária avaliada em 200 milhões de dólares através do Programa Mundial de Alimentação-PMA. O porta-voz do Instituto Nacional de Calamidades explicou que o apoio visa minimizar os efeitos da seca que afecta várias familias, com enfoque para as que vivem nas zonas rurais.

Na sua maioria, as vitimas da estiagem são camponeses que vivem a base da agricultura de subsistência. A queda irregular da chuva eh apontado como factor principal na origem da seca. Grande parte dos campos agrícolas ficaram sem água aliado a fraca irrigação facto que comprometeu sobremaneira os rendimentos planificados para a presente safra agraria. Como consequência desta intempérie vários produtos alimentares escassearam no mercados outros existentes subiram de preços. Contudo, o governo tem estado a multiplicar esforços gigantescos no sentido de minimizar os efeitos do referido fenómeno calamitoso. A título ilustrativo na Zambézia, há famílias que se alimentam de tubérculos, folhas de plantas e outros produtos alternativos. Os grandes produtores de culturas de rendimento como gergelim e tabaco receiam que a seca venha causar imensos prejuízos económicos uma vez feitos elevados investimentos para alcance de resultados encorajadores.

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Enquanto isso, os produtores da cultura de arroz no baixo, Nante, distrito da Maganja da Consta, falam de novas perspectivas agrícolas após um período de chuvas moderadas. A mesma convicção eh partilhada pelos camponeses de Nicoadala, que dizem-se optimistas na cultura de arroz após dias de pluviosidade tímida a moderada. Na senda da seca, a população de Cerâmica, Iuluga, Meremene fala de consumo de tubérculos, e fraca produtividade embora algum sinal vegetativo do arroz em quantidade media.

Para os produtores de arroz, há campos de cultivo que se podem aproveitar alguns hectares para fazer face a próxima sementeira, não obstante elevados prejuízos decorrentes da seca.

O INGC necessita de 700 milhões de Meticais para aquisição de 15 mil toneladas de produtos alimentares para apoiar as famílias assoladas pela seca em sete províncias do Pais, com destaque para Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala e Zambézia.